quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

BOM JARDIM AMPLIA REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL COM INAUGURAÇÃO DE COZINHA COMUNITÁRIA NO DISTRITO DE BIZARRA

A política de enfrentamento à fome em Bom Jardim ganha um novo e simbólico capítulo nesta sexta-feira, 16 de janeiro, com a inauguração da Cozinha Comunitária Natilde Félix de Moura Silva. O equipamento público será entregue à população às 18h, na Vila Paraná, no distrito de Bizarra, consolidando mais um avanço na área de segurança alimentar e assistência social do município.

A iniciativa é fruto da atuação conjunta da Prefeitura de Bom Jardim, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Combate à Fome, com o Governo de Pernambuco, dentro do Programa Bom Prato. A parceria reforça o compromisso das gestões municipal e estadual com a garantia do direito básico à alimentação, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade social.

Mais do que um espaço para a oferta de refeições, a nova cozinha comunitária nasce com a missão de assegurar dignidade, cuidado e nutrição à população que mais necessita. O equipamento passa a integrar a rede de proteção social do município, funcionando como um ponto estratégico no combate à insegurança alimentar e no apoio às comunidades que enfrentam dificuldades econômicas.

A escolha do distrito de Bizarra para receber o novo equipamento evidencia a preocupação da gestão municipal em descentralizar as políticas públicas e alcançar áreas historicamente mais carentes de investimentos. Com a implantação da cozinha comunitária na Vila Paraná, a administração amplia o alcance das ações sociais e fortalece o atendimento direto às famílias do distrito.

Em publicação nas redes sociais, a gestão do prefeito Janjão celebrou a entrega como uma conquista histórica para o município. Segundo a administração, o novo equipamento representa um passo decisivo na promoção da dignidade humana e no cuidado com quem mais precisa, reafirmando o compromisso da Prefeitura com o combate à fome e a ampliação das políticas sociais em Bom Jardim.

A cerimônia de inauguração será aberta ao público e deve reunir moradores da comunidade, lideranças locais e representantes da gestão municipal. O momento marca não apenas a entrega de uma obra, mas o fortalecimento de uma política pública essencial, que transforma a alimentação em instrumento de cidadania e inclusão social.

PERNAMBUCO NO CENTRO DA REFORMA MINISTERIAL: ELEIÇÕES DE 2026 PRESSIONAM ESPLANADA E PODEM REDESENHAR GOVERNO LULA

A proximidade do calendário eleitoral de 2026 começa a produzir efeitos concretos na Esplanada dos Ministérios e Pernambuco desponta como um dos estados com maior potencial de influência na reconfiguração do primeiro escalão do governo Lula. Com mais de 20 ministros em todo o país se preparando para a desincompatibilização exigida pela legislação eleitoral, os movimentos de auxiliares diretos do presidente que têm base política no estado passam a ser observados com lupa, tanto em Brasília quanto nos bastidores da política pernambucana.

Entre os nomes já com decisão tomada está o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Com projeto majoritário consolidado, ele confirmou que deixará o comando da pasta até abril para se dedicar integralmente à disputa por uma vaga no Senado Federal. A saída de Silvio, além de abrir espaço para uma nova acomodação política no ministério, reforça o peso de Pernambuco no tabuleiro nacional, uma vez que sua candidatura é tratada como estratégica dentro do campo governista.

Em sentido oposto, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, deve permanecer no cargo. Considerado um dos quadros mais experientes e respeitados da atual equipe ministerial, José Múcio chegou a manifestar, no ano passado, o desejo de deixar a função, mas foi convencido a permanecer após apelo direto do presidente Lula. Seu perfil conciliador, o histórico de diálogo com as Forças Armadas e a capacidade de articulação política são vistos como fundamentais para a estabilidade institucional, sobretudo após a condução firme e discreta da pasta em episódios sensíveis, como os desdobramentos das manifestações antidemocráticas de 8 de janeiro.

Outro ministro pernambucano que ainda avalia os próximos passos é Wolney Queiroz, à frente do Ministério da Previdência Social. Sem anunciar decisão definitiva, ele aguarda uma conversa com o presidente da República para definir se permanecerá no cargo ou se entrará na disputa eleitoral. O próprio ministro tem ressaltado, em declarações reservadas, que decisões dessa natureza precisam levar em conta não apenas projetos pessoais, mas o impacto político para o governo e para o grupo aliado.

Situação semelhante vive a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. A dirigente do PCdoB ainda não bateu o martelo sobre uma eventual candidatura e deve utilizar todo o prazo legal, até abril, para amadurecer a decisão. Sua permanência ou saída do ministério também é acompanhada de perto por setores que veem na pasta um espaço estratégico para a agenda de desenvolvimento, inovação e soberania tecnológica do país.

Fechando o grupo de pernambucanos na Esplanada, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, do PSD, tende a deixar o cargo para tentar retornar à Câmara dos Deputados. O movimento, se confirmado, reforçará a necessidade de ajustes adicionais no ministério e ampliará o efeito dominó provocado pelas eleições no desenho do governo federal.

Com esse conjunto de possíveis saídas e permanências, Pernambuco assume protagonismo na discussão sobre a reforma ministerial que se avizinha. Mais do que simples trocas administrativas, as decisões que serão tomadas até abril devem refletir acordos políticos, estratégias eleitorais e a tentativa do Palácio do Planalto de equilibrar governabilidade, estabilidade institucional e força política para a disputa de 2026.

PORTO REAGE, ALEPE SE MOVE E ORÇAMENTO SEGUE EM DISPUTA JUDICIAL

A disputa pelo controle do orçamento de Pernambuco ganhou um novo e decisivo capítulo nesta semana. O presidente da Assembleia Legislativa (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), ingressou com recurso no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) contra a liminar que manteve os vetos da governadora Raquel Lyra (PSD) à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, aprofundando o embate institucional entre o Palácio do Campo das Princesas e o Poder Legislativo.

O agravo de instrumento, elaborado pela Procuradoria da Alepe, foi formalizado no último dia 8 de janeiro e distribuído ao desembargador Luiz Carlos Figueredo, que ficará responsável pela relatoria do caso. A iniciativa de Porto busca reverter a decisão concedida em regime de plantão pelo desembargador Agenor Ferreira Lima, no dia 30 de dezembro, que suspendeu a promulgação da LOA pela Assembleia e invalidou atos administrativos da Presidência da Casa.

A liminar questionada teve impacto direto no funcionamento do Legislativo estadual. Na decisão, o TJPE reconheceu a validade dos vetos impostos pela governadora e considerou irregular a rejeição da mensagem governamental por parte da Alepe, que havia alegado inconstitucionalidade nos dispositivos vetados. O episódio escancarou o clima de tensão entre os poderes e colocou o orçamento estadual no centro de uma crise política e jurídica.

O impasse ganhou contornos ainda mais complexos quando a LOA de 2026 passou a circular em duas versões distintas, publicadas simultaneamente em diários oficiais diferentes — uma do Executivo e outra do Legislativo. O conflito teve origem nas emendas apresentadas por deputados da oposição, que ampliavam o poder de fiscalização da Assembleia sobre a execução orçamentária do governo estadual, movimento visto pelo Palácio como invasão de competência.

Enquanto a batalha judicial avança nos tribunais, a Alepe tenta reorganizar sua pauta legislativa. Nesta terça-feira, a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) se reúne de forma extraordinária para dar início à tramitação de projetos considerados prioritários pelo Executivo. A convocação ocorre em pleno recesso parlamentar e reflete a pressão do governo para destravar matérias estratégicas.

Entre os projetos em análise está a proposta que altera a lei autorizativa do empréstimo de R$ 1,7 bilhão, permitindo que os recursos sejam direcionados ao Fundo de Desenvolvimento Social do Estado. Também integram a pauta o projeto de refinanciamento da dívida estadual e a iniciativa que autoriza a transferência de R$ 180 milhões do Tribunal de Justiça para o caixa do Executivo.

A tramitação dessas matérias só foi possível após a Procuradoria da Alepe emitir parecer técnico afastando a existência de inconstitucionalidades. O órgão foi provocado pelo próprio presidente da Casa, que levantou questionamentos quanto aos prazos e à legalidade das propostas enviadas pelo governo em regime de urgência.

No caso específico do projeto que altera a LOA de 2026, a Procuradoria adotou um entendimento mais rigoroso. Segundo o procurador Paulo Pinto, a matéria deverá seguir o mesmo rito da lei orçamentária original, passando obrigatoriamente pela Comissão de Finanças e Orçamento antes de ser apreciada em plenário.

Diferentemente da CCLJ, a Comissão de Finanças ainda não tem data marcada para se reunir. Nos bastidores da Assembleia, porém, a expectativa é de que o colegiado seja convocado já na próxima semana, o que poderá abrir um novo flanco de debate entre governo e oposição.

Com recursos no Judiciário, projetos sensíveis em tramitação e uma relação institucional marcada pela desconfiança, o orçamento de 2026 segue como o principal campo de batalha política em Pernambuco. O desfecho do agravo apresentado por Álvaro Porto e o andamento das comissões na Alepe devem definir os próximos movimentos de um embate que, ao que tudo indica, ainda está longe do fim.

SILVIO COSTA FILHO CONFIRMA SAÍDA DO MINISTÉRIO E ENTRA DE VEZ NO JOGO MAJORITÁRIO DE 2026 EM PERNAMBUCO

A decisão do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), de deixar o cargo em abril para disputar uma vaga no Senado Federal encerra meses de especulações e reposiciona o tabuleiro político de Pernambuco para 2026.

O gesto, considerado de alto impacto, sinaliza que o projeto majoritário do ministro já está amadurecido e alinhado ao campo governista.
Nos bastidores da Frente Popular, a avaliação é de que um movimento dessa envergadura não ocorreria sem articulação prévia e aval político consistente.
Nesse contexto, o prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB), surge como peça-chave nesse arranjo.
Principal articulador da Frente Popular, João Campos teria participado diretamente das conversas que consolidaram o novo passo de Silvio Costa Filho.
Um integrante da aliança governista relatou que a decisão reforça a construção antecipada da chapa majoritária.
A leitura interna é clara: Silvio Costa Filho já integra o desenho estratégico da Frente Popular para 2026.
O nome do ministro passa a ser tratado como forte candidato a uma das vagas ao Senado.
O retorno ao mandato de deputado federal dentro do prazo legal fortalece ainda mais a movimentação política.
Além disso, o grupo familiar se organiza para a disputa proporcional, ampliando o raio de influência eleitoral.
O desempenho de Silvio à frente do Ministério dos Portos e Aeroportos é apontado como um ativo político relevante.
Aliados destacam o reconhecimento nacional e a boa relação institucional construída durante sua passagem pelo governo Lula.
O estímulo direto do presidente da República foi decisivo para a consolidação do projeto.
Lula vê em Silvio um nome competitivo e alinhado à agenda do governo federal no Nordeste.
Com isso, a candidatura deixa o campo das hipóteses e passa a ser tratada como fato político.
A Frente Popular ganha musculatura e começa a definir, com antecedência, seus principais nomes.
O movimento também reduz incertezas dentro da base aliada.
Partidos começam a recalcular estratégias e alianças para a próxima eleição.
A disputa pelo Senado, que promete ser uma das mais acirradas, já começa a tomar forma.
Silvio Costa Filho entra no cenário como protagonista, não mais como coadjuvante.
O xadrez eleitoral pernambucano se movimenta.
E os sinais emitidos agora indicam que 2026 já começou nos bastidores.

BOM JARDIM AMPLIA REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL COM INAUGURAÇÃO DE COZINHA COMUNITÁRIA NO DISTRITO DE BIZARRA

A política de enfrentamento à fome em Bom Jardim ganha um novo e simbólico capítulo nesta sexta-feira, 16 de janeiro, com a inauguração da Cozinha Comunitária Natilde Félix de Moura Silva. O equipamento público será entregue à população às 18h, na Vila Paraná, no distrito de Bizarra, consolidando mais um avanço na área de segurança alimentar e assistência social do município.

A iniciativa é fruto da atuação conjunta da Prefeitura de Bom Jardim, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Combate à Fome, com o Governo de Pernambuco, dentro do Programa Bom Prato. A parceria reforça o compromisso das gestões municipal e estadual com a garantia do direito básico à alimentação, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade social.

Mais do que um espaço para a oferta de refeições, a nova cozinha comunitária nasce com a missão de assegurar dignidade, cuidado e nutrição à população que mais necessita. O equipamento passa a integrar a rede de proteção social do município, funcionando como um ponto estratégico no combate à insegurança alimentar e no apoio às comunidades que enfrentam dificuldades econômicas.

A escolha do distrito de Bizarra para receber o novo equipamento evidencia a preocupação da gestão municipal em descentralizar as políticas públicas e alcançar áreas historicamente mais carentes de investimentos. Com a implantação da cozinha comunitária na Vila Paraná, a administração amplia o alcance das ações sociais e fortalece o atendimento direto às famílias do distrito.

Em publicação nas redes sociais, a gestão do prefeito Janjão celebrou a entrega como uma conquista histórica para o município. Segundo a administração, o novo equipamento representa um passo decisivo na promoção da dignidade humana e no cuidado com quem mais precisa, reafirmando o compromisso da Prefeitura com o combate à fome e a ampliação das políticas sociais em Bom Jardim.

A cerimônia de inauguração será aberta ao público e deve reunir moradores da comunidade, lideranças locais e representantes da gestão municipal. O momento marca não apenas a entrega de uma obra, mas o fortalecimento de uma política pública essencial, que transforma a alimentação em instrumento de cidadania e inclusão social.

MIGUEL COELHO PODE MUDAR DE PALANQUE E REDESENHAR DISPUTA AO SENADO EM PERNAMBUCO

As indefinições na montagem da chapa majoritária liderada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), começam a produzir efeitos concretos no tabuleiro político de Pernambuco e ampliam as especulações sobre possíveis realinhamentos para as eleições de 2026. Um dos movimentos que mais chama atenção nos bastidores é a possibilidade de o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil), rever sua posição e migrar para o campo político da governadora Raquel Lyra (PSD).

O cenário ganhou força a partir das articulações em curso entre João Campos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No núcleo governista, a leitura é de que Lula tem defendido uma composição para o Senado que contemple o senador Humberto Costa (PT) e, caso haja viabilidade política, o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos). A eventual consolidação desse desenho, no entanto, tem provocado desconforto e incerteza entre aliados de centro-direita, sobretudo em regiões estratégicas como o Sertão e o Agreste.

É nesse contexto que o nome de Miguel Coelho volta ao centro das discussões. O ex-prefeito de Petrolina, que tem buscado se posicionar como uma liderança sertaneja com projeção estadual, estaria disposto a ouvir lideranças do União Brasil sobre a viabilidade de retomar o diálogo com Raquel Lyra, mirando um projeto ao Senado fora do eixo liderado pelo PSB. A avaliação interna é de que a falta de garantias de espaço na chapa governista pode levar a uma redefinição de rumos.

Nos bastidores, um dos principais articuladores dessa possível mudança seria o ex-governador e deputado federal Mendonça Filho (União Brasil). Com influência histórica no partido e trânsito em diferentes campos políticos, Mendonça é apontado como peça-chave para estimular uma revisão estratégica por parte da família Bezerra Coelho. A leitura é de que uma aliança com a governadora poderia assegurar maior protagonismo ao grupo político do Sertão e ampliar sua competitividade em 2026.

Paralelamente a essas movimentações, Miguel Coelho tem reforçado um discurso de defesa do interior, especialmente na área da saúde. Recentemente, o ex-prefeito voltou a criticar o fato de Petrolina, maior cidade do Sertão pernambucano, ainda não contar com um hospital regional. Para ele, a ausência da unidade simboliza a falta de força política do interior nas grandes decisões do Estado e da União.

Ao abordar o tema, Miguel deixou claro que associa a solução do problema à eleição de um senador sertanejo comprometido com as pautas regionais. Segundo ele, Petrolina sempre se destacou pela autonomia política e pela capacidade de liderar o desenvolvimento do interior. “Petrolina não é conhecida por ser refém ou ficar a reboque nem de Governo do Estado, muito menos de Governo Federal. É da nossa força política que Petrolina, junto com o povo de Pernambuco, vai eleger um senador sertanejo para a gente poder fazer este hospital”, afirmou.

A defesa do hospital regional se insere em uma estratégia mais ampla de construção de imagem, na qual Miguel Coelho busca se apresentar como voz do Sertão e do interior de Pernambuco no Senado. Caso a aproximação com Raquel Lyra se confirme, o discurso ganha ainda mais peso, uma vez que a governadora tem concentrado esforços em ampliar sua base política fora da Região Metropolitana do Recife.

Se concretizada, a aliança entre Miguel Coelho e Raquel Lyra poderá provocar um redesenho relevante da centro-direita no Estado, alterando correlações de força no interior e influenciando diretamente a formação das chapas majoritárias de 2026. Mais do que uma simples mudança de palanque, o movimento sinalizaria uma disputa aberta pelo protagonismo político do Sertão e pela definição de quem terá voz decisiva nas grandes pautas de Pernambuco nos próximos anos.

TRAGÉDIA NO VELHO CHICO: BARCO AFUNDA E TRÊS JOVENS PERDEM A VIDA EM XIQUE-XIQUE

Uma tarde que deveria ser de lazer terminou em dor e comoção às margens do Rio São Francisco, na zona rural de Xique-Xique, no oeste da Bahia. Três jovens morreram afogados após a embarcação em que estavam submergir, em um acidente que chocou moradores da região e reacendeu o alerta sobre a segurança na navegação pelo Velho Chico.

As vítimas foram identificadas como Natielly Santos da Silva, de 19 anos, Taniel da Silva Barros, de 20, e Leidiane de Jesus da Silva, de 27. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o caso aconteceu na segunda-feira (12), em um trecho do rio próximo ao povoado de Malhador, onde todos residiam.

De acordo com relatos, o grupo era formado por cinco amigos que aproveitavam o dia às margens do rio, quando, por motivos ainda desconhecidos, o barco acabou submergindo. Dois deles conseguiram se salvar, enquanto Natielly, Taniel e Leidiane desapareceram nas águas do São Francisco.

A busca pelas vítimas mobilizou moradores da comunidade ribeirinha, que, utilizando uma rede de pesca, conseguiram localizar e retirar os corpos do rio antes da chegada das equipes especializadas. Após o resgate, os corpos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Irecê, onde passaram por perícia.

Até o momento, não há informações conclusivas sobre o que teria provocado o afundamento da embarcação. As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.

A tragédia gerou forte comoção no povoado de Malhador, onde os jovens eram conhecidos. Amigos e familiares lamentam a perda precoce e destacam o clima de tristeza que tomou conta da comunidade. O caso também reforça a preocupação com a segurança em passeios e deslocamentos fluviais, especialmente em regiões onde o rio é parte do cotidiano da população.

Enquanto familiares se despedem das vítimas, o silêncio do Velho Chico carrega mais uma história marcada pela dor, lembrando que, apesar de sua importância e beleza, o rio exige respeito e cuidados constantes.

LULA RECONFIGURA JUSTIÇA E ESCOLHE WELLINGTON CÉSAR PARA COMANDAR SEGURANÇA DO PAÍS


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026,
a nomeação de Wellington César Lima e Silva como novo ministro da Justiça e Segurança Pública,
em uma decisão que reposiciona o comando de uma das pastas mais estratégicas do governo federal.
O novo ministro assume no lugar de Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo no último dia 8,
abrindo espaço para uma mudança considerada sensível no contexto político e institucional.
O convite foi feito por Lula durante reunião no Palácio do Planalto, na tarde desta terça-feira,
com a presença do ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto, que acompanhou a transição.
A nomeação de Wellington César será oficializada ainda hoje, em edição extra do Diário Oficial,
consolidando a escolha presidencial e encerrando o período de interinidade no ministério.
Atualmente advogado-geral da Petrobras, Wellington retorna ao primeiro escalão do governo,
levando para a pasta um perfil técnico, jurídico e de forte trânsito institucional.
Ele já integrou o núcleo central do Planalto como secretário especial para Assuntos Jurídicos,
função exercida na atual gestão e marcada pela articulação entre Executivo e sistema de Justiça.
A experiência no comando do Ministério da Justiça não é inédita em sua trajetória,
já que ocupou o cargo durante o governo Dilma Rousseff, ainda que por um curto período.
No Ministério Público da Bahia, construiu carreira sólida como procurador-geral de Justiça,
além de ter atuado como procurador-geral de Justiça Adjunto para Assuntos Jurídicos.
No campo acadêmico, Wellington César reúne formação robusta em Direito Penal e Criminologia,
com mestrado pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, e doutorado na Espanha.
A passagem pela Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, ampliou sua visão comparada do direito,
experiência que também levou às salas de aula como professor na graduação e pós-graduação.
A escolha sinaliza a aposta de Lula em um ministro com perfil técnico e diálogo institucional,
especialmente em um momento de desafios na segurança pública e na relação entre Poderes.
Com a posse, o governo busca estabilidade, articulação jurídica e reforço na agenda da Justiça.