segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

RAQUEL LYRA E JOÃO CAMPOS FICAM FORA DA ABERTURA DO ANO LEGISLATIVO EM MEIO A TENSÕES POLÍTICAS E PEDIDOS DE IMPEACHMENT


O ano legislativo em Pernambuco começa sob um clima mais pesado do que o habitual. A tradicional cerimônia de abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e na Câmara do Recife, marcada para esta segunda-feira, deve ocorrer sem a presença das duas principais autoridades do Executivo estadual e municipal. A governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos não confirmaram participação nos eventos, gesto que, embora protocolarmente possível, carrega forte simbologia política em um ano eleitoral que já se desenha turbulento.

Pelo rito das duas casas legislativas, a primeira sessão do ano é marcada por discursos institucionais e mensagens políticas. Os presidentes da Alepe e da Câmara fazem a abertura formal, passam a palavra ao representante do Executivo e, na sequência, falam os líderes da oposição e do governo. Não há votações, mas o momento serve como termômetro da relação entre os poderes e como palco para recados públicos que costumam ditar o tom dos meses seguintes. A ausência dos chefes do Executivo, portanto, não passa despercebida.

As assessorias de Raquel Lyra e João Campos informaram no domingo que ambos têm outros compromissos considerados prioritários e que, por isso, a presença não estava garantida. No caso do prefeito do Recife, a ausência já era tratada nos bastidores como provável. Em segundo mandato, João Campos não carrega a mesma necessidade de afirmação institucional de um início de gestão. Já no caso da governadora, o gesto chama mais atenção. Desde que assumiu o Palácio do Campo das Princesas, Raquel nunca havia deixado de comparecer às aberturas do ano legislativo, mesmo quando o ambiente foi hostil.

Nos dois anos anteriores, a governadora ouviu críticas duras durante essas solenidades, especialmente do presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto, e do líder da oposição, deputado Diogo Moraes. Ainda assim, manteve a tradição de comparecer e defender, pessoalmente, as prioridades do governo. Desta vez, a ausência ocorre justamente em um momento em que o Executivo estadual enfrenta dificuldades para ver sua pauta avançar na Assembleia.

Raquel Lyra tem pressionado publicamente os deputados para que projetos enviados pelo governo e que não foram votados até dezembro — nem mesmo durante o período extraordinário convocado pela própria governadora — finalmente entrem na pauta. Entre as matérias pendentes estão temas sensíveis e estratégicos para o funcionamento do Estado. Um deles é a Lei Orçamentária Anual, cuja demora na aprovação pode gerar sérios entraves administrativos, já que a execução financeira dos poderes fica comprometida sem a definição do orçamento. Outro ponto delicado é a autorização para contratação de empréstimos junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, operação que o governo considera essencial para refinanciar a dívida estadual e reorganizar o fôlego fiscal.

Enquanto isso, no Recife, o cenário legislativo é bem mais confortável para João Campos. O prefeito tem conseguido aprovar, até aqui, todos os projetos que envia à Câmara Municipal, mantendo uma base sólida e articulada. Ainda assim, a abertura do ano legislativo também ocorre sob um novo elemento de pressão: um pedido de impeachment protocolado durante o recesso parlamentar.

Tanto na Câmara do Recife quanto na Alepe, o retorno dos trabalhos será acompanhado da análise inicial de pedidos de afastamento dos chefes do Executivo. No caso do prefeito, o autor é o vereador Eduardo Moura, do Novo. Ele acusa João Campos de ter cometido crime de responsabilidade ao nomear para a Procuradoria do Município um candidato que havia ficado em 63º lugar em um concurso público. Segundo o vereador, dois anos após o certame, o candidato alegou ser autista e acabou assumindo a vaga que, na visão do parlamentar, deveria ter sido destinada a um candidato com deficiência física que aguardava nomeação.

Já na Assembleia, o pedido de impeachment contra Raquel Lyra foi apresentado pelo deputado Romero Albuquerque, do União Brasil. O parlamentar sustenta que a governadora teria sido omissa na fiscalização de uma empresa de transporte coletivo pertencente ao pai dela. A acusação mira possível conflito de interesses e falha na atuação do Estado sobre o serviço prestado à população.

Embora pedidos de impeachment nem sempre avancem e dependam de uma série de etapas formais antes mesmo de serem admitidos, o simples protocolo já adiciona temperatura ao ambiente político. Em um ano de disputas municipais e rearranjos de forças para 2026, cada movimento ganha leitura eleitoral.

A ausência de Raquel Lyra e João Campos nas cerimônias que simbolizam a retomada oficial do debate legislativo acaba, assim, ultrapassando o campo da agenda administrativa. Vira sinal político. Em vez de discursos presenciais tentando estabelecer pontes, o que se verá é um início de ano marcado por distanciamento, recados indiretos e um Legislativo que se prepara para ocupar, ainda mais, o centro das tensões entre governo e oposição.

COLUNA POLÍTICA | O QUE SE TEME TANTO EM UMA INVESTIGAÇÃO? | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

O QUE HÁ DE MEDO EM JOÃO CAMPOS? UMA DEFESA A TODO CUSTO — OU BLINDAGEM POLÍTICA? UMA DEFESA QUE VIRA ACUSAÇÃO!

LINHA DO TEMPO DOS FATOS QUE MOSTRAM A ESTRATÉGIA

🔹 OUTUBRO DE 2024 – INÍCIO DA APURAÇÃO DO GAECO
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Gaeco, passa a investigar supostas irregularidades em contratos milionários da Prefeitura do Recife — com indícios de fraude, conluio e movimentações atípicas envolvendo servidores e empresários, num esquema que começou sob a gestão de João Campos e somava mais de R$ 118 milhões. 

🔹 AGOSTO DE 2025 – OPERAÇÃO “BARRIGA DE ALUGUEL”
Com o procedimento mais robusto, operadores financeiros e servidores ligados à gestão municipal viram seus sigilos fiscal e bancário requisitados. Isso incluiu secretários e agentes políticos próximos ao prefeito. 

🔹 FINAL DE JANEIRO DE 2026 – DECISÃO NO STF
Em uma guinada política, o PSB — partido presidido nacionalmente por João Campos — recorre ao ministro Gilmar Mendes (STF) pedindo o trancamento da investigação. Mendes acolhe o pedido monocraticamente e corta o avanço das apurações estaduais, alegando “desvio de finalidade” e ausência de definição clara dos fatos investigados. 

🔹 30 JAN.–1º FEV. 2026 – EPISÓDIO DA ARAPONGAGEM
A decisão de Mendes vai além: ele determina que a Polícia Federal investigue um suposto monitoramento ilegal (espionagem) contra aliados de João Campos, incluindo seu secretário de Articulação Política e Social — acusação prontamente usada pelo prefeito para denunciar “perseguição política”.

O TRANCAMENTO: UM “MILAGRE” NO STF NO MOMENTO CERTO

O trancamento da investigação do Gaeco não veio por acaso num ano eleitoral. A decisão foi tomada Logo depois de a apuração ter sido validada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, que havia afastado teses de nulidade e determinado a continuidade das diligências. Dois dias depois, Mendes suspende tudo a pedido do PSB. 

Esse timing levanta a seguinte pergunta: seria isso uma manobra jurídica desesperada para salvaguardar o prefeito de provas que podem ser devastadoras politicamente? A aparência é essa — e a crítica pública já está acesa. Muitos opositores e grupos de fiscalização veem o recurso ao STF não como defesa técnica legítima, mas como uma técnica de neutralização de riscos eleitorais.

A “NARRATIVA DE PERSEGUIÇÃO” — ARMADILHA POLÍTICA

A gestão de João Campos adotou uma linha de ataque: transformar um procedimento técnico de investigação sobre uso de recursos públicos em uma história de “perseguição política”. A decisão do STF inclui, de fato, a instauração de investigação pela PF sobre suposto monitoramento sem autorização judicial. 

Porém, esse movimento político tem um efeito colateral questionável: desviar o foco de uma apuração administrativa séria para um espetáculo midiático de vítimas e perseguidores. Ao invés de responder às suspeitas de irregularidades com transparência, a gestão aposta no enfraquecimento da investigação e na transformação de um possível problema de gestão em um problema de ordem pública e eleitoral.

ESTRATÉGIA DE BLINDAGEM

Não é apenas jurisprudência técnica ou defesa de garantias constitucionais — trata-se de ação política calculada:

  • Blindagem jurídica em um momento crítico: ao pedir o trancamento, o PSB e João Campos conseguiram frear um procedimento que poderia gerar provas materiais de irregularidade em contratos públicos milionários, exatamente quando a narrativa eleitoral se acirra. 

  • Narrativa de vitimização: ao transformar o debate em algo sobre “espionagem” e “perseguição”, a gestão tenta deslocar o foco para um discurso de injustiça, em vez de enfrentar as questões administrativas levantadas pelo MPPE. 

  • Timing estratégico: operar uma intervenção no STF logo após uma decisão judicial local que reafirmou a investigação cria a sensação de que a tática foi pensada para neutralizar um problema político antes que ele cresça demais.

Essas ações não são neutras ou menores — elas moldam o quadro político em que João Campos tenta se projetar como candidato ao Governo de Pernambuco em 2026.

CONSEQUÊNCIAS POLÍTICAS E IMAGEM PÚBLICA

A crítica mais ácida não é simplesmente sobre “medo de investigação”. É sobre:

👉 Desespero para controlar o processo e as narrativas antes que possam causar estragos eleitorais.
👉 Uso de instâncias judiciais superiores como ferramenta política, não apenas como defesa técnica.
👉 Construção de um discurso de injustiça que pode ganhar tração mais pela emoção do que pelos fatos — enquanto o mérito da investigação original é engavetado.

Nesse sentido, o comportamento de João Campos revela mais do que apenas estratégia jurídica: é uma tentativa de controlar o ambiente político por via judicial, antes que a política — nas urnas — dite o veredito dos eleitores.

MEDO OU CÁLCULO?

A pergunta provocativa — o que há de medo em João Campos? — ganha uma resposta ainda mais crítica:

Não é apenas medo de investigação — é medo do impacto político de uma investigação que poderia expor falhas administrativas, reforçar críticas à gestão de recursos públicos e alimentar narrativas de oposição em um ano eleitoral.

Ao preferir o caminho tortuoso de soluções judiciais a enfrentar diretamente questões administrativas e de transparência, a gestão de João Campos escolhe uteis legalismos para evitar desconfortos políticos. Essa escolha, no entanto, pode custar caro em termos de confiança pública e de imagem diante de uma população que quer respostas, e não manobras.

ORELHA, O CÃO QUE VIROU ETERNIDADE NA AREIA DA PRAIA BRAVA

Na faixa de areia da Praia Brava, em Santa Catarina, onde o vento espalha o cheiro salgado do mar e o som das ondas dita o ritmo dos dias, uma presença silenciosa chama a atenção de quem passa. Voltada para o horizonte, cercada por flores que se renovam como gestos contínuos de carinho, a estátua de um cachorro transformou um ponto da praia em espaço de memória, afeto e homenagem. O nome dele era Orelha — e sua história ultrapassou os limites da vida comum de um animal de rua para se tornar símbolo de amor e lealdade.

Frequentadores da praia, moradores da região e turistas que ouviram falar do cão compartilham lembranças semelhantes: Orelha não tinha dono, mas parecia pertencer a todos. Circulava entre cadeiras de praia, quiosques e calçadões com a tranquilidade de quem se sente em casa. Recebia afagos, acompanhava caminhadas, deitava-se próximo às famílias como se também fizesse parte delas. Não pedia muito — um pouco de comida, água fresca e, sobretudo, companhia. Em troca, oferecia uma presença mansa, constante, quase terapêutica para quem enfrentava dias difíceis ou apenas buscava um momento de paz à beira-mar.

Com o tempo, Orelha deixou de ser apenas “o cachorro da praia” e virou referência afetiva. Crianças o procuravam para brincar, idosos sentavam perto dele para fazer companhia, trabalhadores da orla se revezavam para garantir que nunca faltasse cuidado. Em um cenário muitas vezes marcado pela pressa e pelo individualismo, o animal virou ponto de encontro e lembrete diário de gentileza. Sua rotina simples — observar o mar, caminhar devagar pela areia e descansar sob o sol — passou a fazer parte da paisagem tanto quanto os prédios ao redor e o azul do oceano.

A despedida, quando veio, foi sentida como a perda de um velho amigo. A notícia se espalhou rapidamente entre os frequentadores da Praia Brava, provocando uma onda de comoção que mostrou a dimensão do vínculo construído ao longo dos anos. Mensagens nas redes sociais, fotos antigas e relatos emocionados revelaram que Orelha havia marcado histórias pessoais, ajudado a aliviar solidões e criado memórias que agora ganhavam outro significado: o da saudade.

A ideia da estátua nasceu desse sentimento coletivo. Mais do que um monumento, a escultura foi pensada como um gesto de gratidão. Instalada de frente para o mar, na posição em que tantas vezes foi visto observando o movimento das águas, ela parece manter viva a essência do animal que virou símbolo da praia. As flores ao redor, frequentemente renovadas por mãos anônimas, mostram que a homenagem não é estática — ela continua sendo construída por quem passa, lembra e se emociona.

Para muitos, parar diante da estátua de Orelha virou um pequeno ritual. Há quem faça um carinho na escultura, quem tire fotos, quem conte a história para os filhos ou amigos que visitam o local pela primeira vez. O espaço ganhou um significado que vai além da lembrança de um cachorro: tornou-se um ponto de reflexão sobre laços, cuidado coletivo e a capacidade que os animais têm de tocar vidas humanas de maneira profunda e transformadora.

Na imensidão da Praia Brava, onde tudo parece passageiro como as marcas que a maré apaga na areia, Orelha ganhou o que poucos conseguem: permanência. Em bronze, flores e memória, ele segue ali, voltado para o mar, como se ainda estivesse de guarda — não de um território, mas das lembranças de todos que um dia encontraram, naquele olhar tranquilo, um abrigo inesperado.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

PISCINA FLUTUANTE NO MAR TRANSFORMA GOIANA EM PALCO DE INOVAÇÃO ESPORTIVA E FECHA BEACH SPORTS COM SHOW DE CAMPEÕES

O mar de Ponta de Pedras, em Goiana, virou cenário de algo que até pouco tempo parecia impossível: uma piscina flutuante montada dentro do oceano, reunindo atletas olímpicos e nadadores amadores em uma competição que misturou tecnologia, natureza e espetáculo esportivo. Foi assim que o Goiana Beach Sports encerrou sua programação neste domingo (1º), deixando uma marca inédita no calendário esportivo de Pernambuco.

O grande destaque foi o Aquarace, prova disputada em uma estrutura montada estrategicamente no mar, criando uma piscina com raias em pleno ambiente natural. A proposta ousada chamou atenção não apenas pelo visual impressionante, mas também pelo nível técnico da competição, que contou com transmissão ao vivo e nomes consagrados da natação brasileira dividindo espaço com atletas amadores.

Idealizador do projeto, o ex-nadador olímpico Kaio Márcio celebrou o sucesso da experiência e o impacto do evento na cidade. Segundo ele, a escolha de Goiana uniu cenário paradisíaco e logística favorável para receber uma estrutura desse porte. Kaio destacou a satisfação do público e dos competidores e adiantou que a ideia é expandir o projeto para novos destinos, elevando ainda mais o padrão das próximas edições.

Dentro da água, a disputa foi intensa. O Aquarace promoveu provas individuais de 50 metros nos quatro estilos — peito, costas, borboleta e livre — com a presença de atletas que já representaram o Brasil em Olimpíadas. Entre eles, Fabíola Molina, Daynara de Paula, Ana Carolina Vieira, Breno Correia, Luís Altamir, Fernando Scheffer e Brandonn Almeida. A mistura entre alto rendimento e clima descontraído foi um dos pontos mais elogiados.

Fabíola Molina, um dos maiores nomes da natação nacional, definiu o evento como uma inovação que vai além da competição. Para ela, a união entre mar e piscina cria uma atmosfera única, capaz de motivar atletas e aproximar o público do esporte. A nadadora ressaltou o ambiente leve e a oportunidade de dividir o espaço com competidores de diferentes idades e níveis.

E foi justamente entre os amadores que surgiu uma das histórias mais simbólicas do dia. José Antônio da Silva, de 86 anos, morador de Goiana, emocionou o público ao competir na piscina flutuante. Ele começou a nadar apenas em 2014, por curiosidade, e nunca mais parou. Hoje, coleciona 29 medalhas e mantém uma rotina de treinos entre piscina e academia. Para ele, participar de uma prova dentro do mar foi algo que jamais imaginou viver — e que reforça sua filosofia de seguir ativo e conectado com a vida.

O Goiana Beach Sports não se limitou à natação. Durante o evento, a cidade também recebeu uma arena estruturada para competições de vôlei de praia e beach soccer, transformando a orla em um verdadeiro complexo esportivo a céu aberto. A movimentação atraiu moradores, turistas e amantes do esporte, aquecendo o comércio local e reforçando o potencial da região para grandes eventos.

No encerramento, o prefeito Marcílio Régio destacou o pioneirismo da iniciativa e garantiu que a experiência não será única. Segundo ele, Goiana sai na frente ao sediar algo nunca visto no litoral pernambucano e já tem nova edição confirmada para 2027. A promessa é ampliar ainda mais a estrutura e consolidar o município como referência em esportes de praia e eventos inovadores.

Com o mar como cenário e a ousadia como marca registrada, o Goiana Beach Sports se despede deixando a sensação de que o esporte pode, sim, reinventar espaços — e transformar cidades inteiras em arenas de possibilidades.

TRAGÉDIA NA BR-232: EMPRESÁRIO MORRE EM GRAVE ACIDENTE EM SANHARÓ

Um grave acidente registrado na tarde deste domingo (1º) tirou a vida de um empresário bastante conhecido no município de Sanharó, no Agreste de Pernambuco. A colisão ocorreu nas proximidades da Ponte de Maniçoba, em um trecho da BR-232 que costuma ter tráfego intenso, especialmente nos fins de semana.

A vítima foi identificada como Timóteo Valença, proprietário da loja MT iPhones, empreendimento popular na cidade e que o tornou uma figura bastante conhecida no comércio local. De acordo com as primeiras informações, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado rapidamente e realizou os procedimentos de socorro ainda no local do acidente. Apesar dos esforços da equipe de saúde, o empresário não resistiu aos ferimentos e faleceu antes de ser transferido para uma unidade hospitalar.

A notícia se espalhou rapidamente por Sanharó e cidades vizinhas, provocando forte comoção. Nas redes sociais, amigos, clientes e moradores lamentaram a morte precoce de Timóteo, destacando seu espírito empreendedor, a dedicação ao trabalho e o relacionamento próximo que mantinha com a comunidade. Muitos relatos ressaltam sua postura atenciosa com os clientes e a disposição em ajudar, características que marcaram sua trajetória pessoal e profissional.

Familiares e amigos vivem agora um momento de profunda dor, recebendo manifestações de solidariedade e apoio. O clima na cidade é de consternação, especialmente entre comerciantes, que viam em Timóteo um exemplo de esforço e crescimento no setor.

As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes, que irão analisar as condições em que a ocorrência foi registrada para esclarecer o que provocou a tragédia.

Mais informações em instantes.

ARCOVERDE CELEBRA RENASCIMENTO CULTURAL EM NOITE MEMORÁVEL COM O BAILE MUNICIPAL 2026

O sábado que antecedeu o início oficial do Carnaval 2026 ficará marcado na memória dos arcoverdenses como uma das noites mais vibrantes de celebração comunitária e valorização da cultura local. Na noite de 31 de janeiro de 2026, a cidade foi palco do 18º Baile Municipal, evento que não apenas abriu os festejos da folia momesca, mas também reafirmou a força das tradições sertanejas e a capacidade de união em torno das celebrações populares. Organizado pela Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Turismo, Esportes e Eventos, em parceria com a Secretaria de Cultura, o baile reuniu um público diversificado no espaço escolhido para celebrar a música, a dança e a identidade cultural que Arcoverde tanto cultiva. 

A edição de 2026 contou com atrações de grande impacto, incluindo a apresentação do Grupo Revelação, referência nacional do samba, que conduziu a multidão em um repertório que mesclou clássicos do gênero com interpretações que dialogaram com o público presente, atravessando faixas etárias com naturalidade e energia contagiante. Ao lado de Revelação, a Orquestra Super Oara e o prestigiado Maestro Spok subiram ao palco, oferecendo uma diversidade sonora que incluía elementos do frevo, samba e ritmos brasileiros que ecoaram por toda a noite, criando um ambiente onde tradição e inovação se encontraram para envolver os foliões. 

O baile, mais do que um simples evento social, foi pensado para celebrar a cultura popular de forma ampla, com impacto que ultrapassou a música. A presença de públicos de variadas gerações — de jovens foliões a famílias inteiras — trouxe ao local um clima de reencontro e pertencimento comunitário, fortalecendo o sentimento de que Arcoverde segue conectada às suas raízes culturais enquanto se projeta como polo referencial de festa no interior pernambucano. Autoridades municipais, lideradas pelo prefeito Zeca Cavalcanti, destacaram em seus discursos o valor histórico e social do Baile Municipal, sinalizando que sua manutenção e crescimento refletem o compromisso da gestão com a preservação das tradições locais e o fortalecimento do calendário cultural da cidade.


Além da música de qualidade, o Baile Municipal 2026 também foi um motor de movimentação econômica e social para a cidade. A chegada de visitantes impulsionou os setores de hospedagem, gastronomia e comércio local, criando um ciclo de circulação de renda que se estende para além da própria noite do baile e contribui para o fortalecimento da economia criativa na região. A presença de artistas consagrados em um ambiente tradicional reforça a importância de eventos como este para a visibilidade de Arcoverde no cenário cultural do interior de Pernambuco.

O clima de festa e expectativa se estende, pois o Baile Municipal foi apenas o primeiro capítulo de uma extensa programação preparada pela Prefeitura, que inclui shows gratuitos no Pátio de Eventos com artistas locais e nacionais durante os dias oficiais de Carnaval, manifestações populares como o Bloco do Zé Pereira e a tradicional Folia dos Bois pelos bairros, atividades que prometem manter acesa a chama da folia até meados de fevereiro. 

Na avaliação de muitos participantes, a noite de sábado simbolizou mais do que o início do Carnaval — foi um reencontro com as tradições culturais e um sinal claro de que Arcoverde vive um momento de afirmação da sua identidade festiva e comunitária. A música, as cores e a alegria compartilhada foram destaque em uma noite que, sem dúvida, mereceu ser lembrada como um marco no calendário cultural municipal. 

MPPE EXIGE ACESSO A AUTOS NO STF E DIZ QUE INVESTIGAÇÃO CORRE SOB SIGILO

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) informou que, apesar de ter solicitado formalmente vista dos autos da Petição n° 15.115-DF/STF na manhã da sexta-feira (30/01/2026), ainda não teve acesso ao procedimento que tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. Segundo a instituição, até o momento não houve intimação nem remessa de cópia de qualquer decisão judicial proferida pela Corte Suprema.

O órgão ressaltou que o Procedimento de Investigação Criminal, de sua competência e dirigido pelo MPPE/GAECO, bem como as medidas cautelares dele decorrentes, estão sujeitos a segredo de justiça por força de decisão proferida nos autos do processo n° 0048809-13.2025.8.17.2001, que corre na Vara dos Crimes Contra a Administração Pública da Capital. Esse segredo, apontou o MPPE, impede comentários sobre decisões mencionadas pela imprensa.

Diante da situação, o Ministério Público aguarda o efetivo acesso aos autos para ser devidamente cientificado e compreender o contexto, os fundamentos e as disposições da decisão citada, reiterando que sua atuação seguirá estritamente pautada pela legalidade.

MPPE EMITE NOTA

Apesar de ter formalmente solicitado vista dos
autos da Petição n° 15.115-DF/STF desde a manhā da sexta-feira (30/01/2026), até o momento o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) não obteve acesso ao procedimento que tramita no Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes, tampouco foi intimado ou recebeu cópia de qualquer decisão judicial da Corte Suprema.
Ademais, por força de decisão judicial nos autos do processo n° 0048809-13.2025.8.17.2001, que tramita na Vara dos Crimes Contra a Administração Pública da Capital, o Procedimento de
Investigação Criminal em referência dirigido pelo MPPE/ GAECO e medidas cautelares decorrentes, encontram-se sob segredo de justiça,o que impede o órgão de comentar qualquer decisão mencionada pela imprensa.
O MPPE aguarda o acessO aos autos processuais para ser cientificado e entender o contexto, fundamentos e disposições da mencionada decisão, sempre pautando sua conduta pela observância da legalidade estrita.

GILMAR MENDES INTERROMPE INVESTIGAÇÃO EM PERNAMBUCO E LEVA POLÍCIA FEDERAL À ESCOLTA POLÍTICA

Gilmar Mendes resolveu, mais uma vez, transformar o Supremo Tribunal Federal em palco de espetáculo jurídico-político: nesta última sexta-feira, o ministro determinou o trancamento de uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que apurava supostas irregularidades envolvendo secretárias da Prefeitura do Recife, e ao mesmo tempo jogou a Polícia Federal no centro de uma outra apuração — desta vez para investigar suposta espionagem praticada pela Polícia Civil local contra aliados do prefeito João Campos (PSB).

Não se trata de uma intervenção técnica que corrige vícios processuais isolados ou obscurecidos por tecnicismos. A decisão de Mendes enterra uma investigação estadual legítima — que já vinha sendo comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPPE e que mirava possíveis irregularidades na adesão do município a atas de preços e medidas amplas de requisição de dados — sob a justificativa de “falta de definição do objeto” e “desvio de finalidade”. Ao mesmo tempo, Mendes autoriza a PF a investigar um suposto monitoramento ilegal, incluindo rastreamento de veículos e reconhecimento facial, que seria voltado a um secretário e seu irmão — casos que ganharam ampla repercussão na mídia após uma reportagem televisiva. 

O resultado desse movimento é politicamente explosivo: a investigação que poderia atingir figuras ligadas à administração municipal é sufocada por ordem monocrática, enquanto a Polícia Federal, um órgão federal com histórico de relações estreitas com instâncias do poder central, é convocada a destrinchar a suposta “espionagem” que hoje alimenta a narrativa de perseguição política do prefeito João Campos

A escolha de Mendes de atuar assim, à moda de um árbitro com placa de técnico político, acende o alerta sobre o uso do aparato judicial como ferramenta de intervenção em momentos particularmente sensíveis — com eleições estaduais se aproximando e atores políticos buscando espaço e narrativa favorável. Em vez de consolidar a autoridade do Judiciário como árbitro imparcial e guardião das normas, a atuação de Mendes lança a Corte como protagonista de um embate institucional que ultrapassa o Direito e adentra o terreno pantanoso da política partidária. 

Sob o pretexto de neutralidade, o que se vê é uma suspensão abrupta de uma investigação local — mesmo com críticas de falta de acesso dos próprios procuradores aos autos e à motivação da decisão — enquanto outro fio de apuração, ligado à PF, servirá para alimentar linhas narrativas concorrentes no tabuleiro eleitoral. O MPPE, por exemplo, afirma que ainda não teve acesso à decisão e sequer foi oficialmente notificado, o que realça a falta de transparência em um processo que, na prática, tem efeitos políticos imediatos.

No fim das contas, a ação de Gilmar Mendes não só contribui para obscurecer investigações que podem revelar irregularidades na gestão pública, como também engrandece o papel da Polícia Federal e do STF como atores centrais em um momento de tensão política no estado. É um tipo de decisão que, longe de pacificar, amarra o Estado de Direito a interesses de curto prazo, deixando no ar a pergunta que nenhum tribunal deveria querer ouvir: quem manda aqui — a lei ou o jogo político?