quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
EMPRESÁRIO E PECUARISTA DE BOM CONSELHO TONINHO DA CONSTRULAR É MAIS UM NOME QUE SE SOMA AO GRUPO POLÍTICO DO DEPUTADO ESTADUAL CAYO ALBINO
MPPE APERTA O CERCO EM SURUBIM E COBRA APLICAÇÃO EFETIVA DA LEI DA ESCUTA PROTEGIDA
A medida foi formalizada através da Portaria do Procedimento Administrativo nº 02272.000.024/2026, assinada pelo promotor de Justiça Garibaldi Cavalcanti Gomes da Silva e publicada no Diário Oficial Eletrônico do órgão no último dia 11 de fevereiro. O objetivo central é verificar, de forma contínua, se a rede municipal de proteção à infância está estruturada e funcionando conforme determina a Lei nº 13.431/2017 e o Decreto nº 9.603/2018, que regulamenta a aplicação da norma em todo o território nacional.
A legislação instituiu dois instrumentos fundamentais: a Escuta Especializada, realizada por profissionais da rede de proteção, e o Depoimento Especial, conduzido no âmbito do sistema de Justiça. Ambos foram criados para evitar a revitimização — situação em que a criança ou adolescente precisa repetir sucessivamente relatos de violência, revivendo traumas em diferentes órgãos.
A iniciativa do MPPE atende a uma solicitação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por meio do Ofício Circular nº 13/2025, que determinou o levantamento nacional de informações sobre a aplicação da legislação. A Corregedoria Geral do próprio MPPE também orientou a abertura de procedimento específico para monitoramento da implementação da política pública nos municípios pernambucanos.
No caso de Surubim, o Ministério Público iniciou diligências formais. Foi expedido ofício à Prefeitura com prazo de 15 dias para que a gestão informe se já instituiu o Comitê de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado, órgão estratégico responsável por articular os serviços de assistência social, saúde, educação e segurança pública. O município também deverá detalhar se existe fluxo intersetorial formalizado para atendimento integrado das vítimas e indicar quais profissionais estão capacitados para realizar a Escuta Especializada no CREAS e na rede municipal de saúde.
O acompanhamento não se limita ao Executivo. O Conselho Tutelar foi oficiado para apresentar o protocolo adotado nos casos de revelação espontânea de violência — situação em que a criança ou adolescente procura diretamente o órgão para relatar abuso ou agressão. Já as delegacias da Polícia Civil em Surubim deverão informar se possuem sala adequada e profissionais treinados para a realização do Depoimento Especial ou se os procedimentos estão sendo encaminhados ao Judiciário como produção antecipada de prova.
O extrato da portaria será oficialmente publicado no Diário Oficial Eletrônico do MPPE, garantindo transparência ao processo. Cópias do ato também serão remetidas ao Centro de Apoio Operacional de Defesa da Infância e Juventude, ao Conselho Superior do Ministério Público e à Corregedoria Geral do órgão.
Mais do que um ato burocrático, o procedimento sinaliza que o MPPE pretende acompanhar de perto a efetividade da política de proteção à infância em Surubim. A Lei da Escuta Protegida, considerada um avanço no sistema de garantia de direitos, depende da atuação coordenada da rede municipal para sair do papel. O monitoramento agora instaurado coloca o município sob observação direta quanto à sua capacidade de assegurar atendimento humanizado, técnico e livre de revitimização às vítimas mais vulneráveis.
Fonte: Com informações do Diário Oficial do Ministério Público de Pernambuco.
CARNAVAL DAS ÁGUAS 2026 CONSAGRA ÁGUAS BELAS E FORTALECE A LIDERANÇA DE ELTON MARTINS
Desde o primeiro dia, o clima foi de reencontro e emoção. O frevo tomou conta da praça, o comércio sentiu o aquecimento nas vendas e a cidade pulsou alegria. Em suas redes sociais, o prefeito destacou que aquele era o início de um Carnaval que já entrava para a história, reforçando que quando há compromisso, respeito à cultura e organização, a festa acontece com segurança, inclusão e oportunidade para todos. Para Elton, o Carnaval das Águas é tradição, é geração de renda e é pertencimento.
O segundo dia foi simplesmente inesquecível. A abertura ficou por conta de Michael Brocador, que colocou todo mundo para dançar e mostrou que o Carnaval de Águas Belas voltou com força total. Na sequência, o consagrado Alcymar Monteiro levou emoção e nostalgia ao público com seus clássicos que atravessam gerações. Encerrando a noite, Mônica Almeida encantou com sua voz marcante, celebrando a alegria e a energia contagiante da população. Mais do que os shows, o que marcou foi o verdadeiro resgate das tradições carnavalescas: a praça cheia, amigos celebrando juntos e o sentimento coletivo de orgulho pela identidade cultural da cidade.
O terceiro e último dia confirmou o sucesso absoluto da festa. A multidão ocupou cada espaço da praça, consolidando o Carnaval das Águas como símbolo de organização e participação popular. Para o prefeito, a festa representou “trabalho que gera alegria, cultura que fortalece a identidade e uma gestão que acredita em Águas Belas e no seu povo”. Presente durante toda a programação, Elton Martins circulou entre a população, dialogou com comerciantes e acompanhou de perto cada detalhe da estrutura montada para garantir segurança e conforto aos foliões.
O impacto econômico também foi evidente. Ambulantes, bares e restaurantes registraram aumento significativo no movimento, mostrando que investir em cultura é também fortalecer a economia local. A festa devolveu à cidade o clima de felicidade que todo povo merece, reafirmando que tradição e desenvolvimento podem caminhar juntos.
Ao final dos três dias, ficou a certeza de que o Carnaval das Águas 2026 foi mais do que uma celebração. Foi demonstração de organização, resgate cultural e fortalecimento da autoestima coletiva. Águas Belas mostrou que sabe fazer festa, valorizar sua história e construir novos capítulos de alegria. E sob a liderança de Elton Martins, a cidade segue firme, unindo cultura, trabalho e compromisso com o seu povo. 💙🎭
APÓS A FOLIA, A DISPUTA: PERNAMBUCO ENTRA DE VEZ NO CLIMA ELEITORAL DE 2026
Durante o Carnaval, a governadora Raquel Lyra, que tentará a reeleição, e o prefeito do Recife João Campos, nome apontado como principal adversário em 2026, transformaram a Folia de Momo em um grande palco político. Ambos circularam intensamente por polos carnavalescos, marcaram presença em eventos estratégicos e fizeram questão de aparecer cercados por aliados, prefeitos, deputados e lideranças regionais — sinais claros de que o Carnaval foi muito mais do que festa: foi termômetro de força e articulação.
Raquel Lyra buscou reforçar a imagem institucional, apostando em agendas que misturaram celebração cultural e discurso de gestão. Ao lado de secretários e aliados do PSD e de partidos da base, a governadora fez questão de ressaltar investimentos, obras e ações do Governo do Estado, tentando passar a mensagem de estabilidade administrativa e continuidade. Nos bastidores, cada aparição pública foi lida como um ensaio de campanha, ainda que o discurso oficial tenha sido de valorização da cultura e do povo pernambucano.
Do outro lado, João Campos adotou um tom mais político, explorando sua forte popularidade no Recife e ampliando gestos para além da capital. O prefeito, que comanda uma das maiores máquinas municipais do Nordeste, aproveitou a visibilidade do Carnaval para se posicionar como liderança estadual, cercado por nomes do PSB e de legendas aliadas. A leitura entre analistas é clara: João quer mostrar que não é apenas um gestor bem avaliado, mas um candidato viável para governar todo o Estado.
Com o fim do Carnaval, o jogo tende a ficar ainda mais intenso. O próximo marco decisivo é a desincompatibilização dos cargos, prazo legal que se encerra em 4 de abril, seis meses antes das eleições marcadas para 4 de outubro. Até lá, os movimentos de Raquel e João devem se intensificar, com agendas estratégicas, costuras partidárias e sinais cada vez mais explícitos de pré-campanha.
A disputa que se desenha promete ser uma das mais emblemáticas da história recente de Pernambuco. De um lado, uma governadora que tentará convencer o eleitor de que merece continuar no comando do Palácio do Campo das Princesas. Do outro, um prefeito jovem, carismático e herdeiro de uma tradição política forte, disposto a romper a lógica da reeleição.
Se no Brasil o ano começa depois do Carnaval, em Pernambuco ele começou antes — e já deixou claro que 2026 será marcado por uma disputa dura, simbólica e acompanhada de perto por todo o Estado.
SILÊNCIO ENSURDECEDOR, PORQUE O PSB NÃO SE PRONUNCIA APÓS PRISÃO DE VEREADOR QUE CONFESSOU ASSASSINATO EM PETROLÂNDIA
Desde então, o processo segue na esfera judicial. Mas na esfera política, o que se vê é um silêncio que incomoda, revolta e levanta questionamentos legítimos.
Cristiano da Van não é um filiado qualquer. É um parlamentar eleito, que disputou votos, utilizou a estrutura partidária e carregou a bandeira de uma legenda que se apresenta historicamente como defensora de princípios democráticos e responsabilidade social. Quando um vereador confessa participação em um homicídio, o impacto não é individual — é institucional.
Até agora, não houve manifestação pública de peso por parte da direção estadual ou nacional do partido esclarecendo quais providências internas foram tomadas. Não se sabe se há processo disciplinar instaurado, se houve suspensão de filiação ou qualquer outro encaminhamento formal. O vácuo de informação se tornou combustível para críticas e desconfianças.
A cobrança, que já ecoa nas ruas de Petrolândia, agora ganha endereço certo: com a palavra, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes. Cabe a ele esclarecer qual a posição oficial da legenda em Pernambuco diante de um fato dessa magnitude. O partido abrirá procedimento interno? Haverá expulsão? Ou a estratégia será aguardar que o caso esfrie?
Da mesma forma, cresce a expectativa sobre uma posição do presidente nacional da sigla, João Campos. Como principal liderança nacional do PSB e uma das vozes mais influentes do partido no país, sua manifestação teria peso político e simbólico. O silêncio, nesse nível, deixa de ser apenas regional e passa a ter dimensão nacional.
Não se trata de interferir no trabalho da Justiça, que deve seguir seu curso com respeito ao devido processo legal. Trata-se de responsabilidade política. Partidos não podem se limitar ao período eleitoral para falar em ética e compromisso público. Precisam demonstrar coerência quando um de seus representantes ultrapassa todos os limites.
A ausência de posicionamento oficial passa uma mensagem perigosa: a de que, quando a crise envolve um quadro partidário, a cautela institucional pode se transformar em omissão estratégica. E omissão, nesse caso, é interpretada como complacência.
O caso continua a provocar indignação e exige respostas claras. Pernambuco não cobra espetáculo, cobra transparência. A sociedade quer saber qual é, afinal, a linha que o PSB traça entre responsabilidade individual e responsabilidade partidária.
Enquanto isso, a pergunta permanece aberta e ecoando além das fronteiras de Petrolândia: o que o PSB fará diante de um vereador que confessou participação em um assassinato? E por que, até agora, o silêncio parece falar mais alto do que qualquer nota oficial?
PERNAMBUCO ENTRA EM MODO PRÉ-CAMPANHA E BASTIDORES PEGAM FOGO NA DISPUTA PELO PALÁCIO DO CAMPO DAS PRINCESAS
No campo governista, a governadora Raquel Lyra, que buscará a reeleição pelo Partido Social Democrático (PSD), intensificou conversas estratégicas nos bastidores. Às vésperas do Carnaval, ganhou força a informação de uma reunião reservada com o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, uma das principais lideranças do União Brasil no estado.
Segundo relatos de interlocutores próximos às negociações, a governadora teria apresentado uma proposta considerada ousada: destinar as duas vagas ao Senado à federação formada por União Brasil e Progressistas (PP). A movimentação teria como objetivo consolidar uma aliança robusta no campo da centro-direita, ampliando o palanque da reeleição e garantindo musculatura política no interior e na Região Metropolitana.
Procurado, Miguel Coelho confirmou o encontro, mas adotou o tom cauteloso típico do período pré-eleitoral, evitando detalhar o conteúdo das conversas. O silêncio estratégico reforça a leitura de que o diálogo está em curso e que qualquer definição prematura pode alterar o delicado equilíbrio das negociações.
Outro nome que circula com força nesse tabuleiro é o do deputado federal Eduardo da Fonte, pré-candidato ao Senado pelo PP. Durante o Carnaval, Raquel esteve ao lado do parlamentar em um encontro da Assembleia de Deus, gesto interpretado por aliados como sinal claro de aproximação política em meio às discussões sobre a formação da chapa majoritária.
Apesar das especulações envolvendo possíveis mudanças na vice-governadoria — incluindo comentários sobre o senador Fernando Dueire, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) — fontes próximas ao Palácio indicam que a tendência é de manutenção da atual vice-governadora Priscila Krause. Internamente, a avaliação é de que a parceria permanece sólida e que, neste momento, não há decisão formal que aponte para alteração na composição.
Do outro lado do tabuleiro, o prefeito do Recife, João Campos, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), também utilizou o período carnavalesco para avançar em articulações. Sua presença em compromissos públicos ao lado de Miguel Coelho foi observada com atenção por lideranças políticas, indicando que o prefeito trabalha para ampliar pontes inclusive com setores mais ao centro.
João também manteve agendas com o ministro e pré-candidato ao Senado Silvio Costa Filho, do Republicanos, reforçando o diálogo com diferentes forças políticas. Ao mesmo tempo, buscou consolidar relações no campo da esquerda, participando de encontros com o senador Humberto Costa, do Partido dos Trabalhadores (PT), e com a pré-candidata ao Senado Marília Arraes, atualmente no Solidariedade.
A leitura entre aliados é de que João Campos trabalha para montar uma frente ampla, com capilaridade regional e sustentação partidária diversificada, capaz de polarizar com a governadora e apresentar uma alternativa competitiva ao eleitorado pernambucano.
Com o calendário eleitoral avançando, abril surge como marco informal para definição das principais chapas. A partir desse ponto, alianças precisarão estar mais consolidadas, discursos mais alinhados e estratégias mais claras. O tempo das conversas reservadas começa a dar lugar às decisões públicas.
O Carnaval foi apenas o aquecimento. Agora, Pernambuco entra oficialmente em modo pré-campanha. De um lado, uma governadora que busca consolidar apoios para garantir a reeleição. Do outro, um prefeito da capital que articula para liderar a oposição e ampliar seu arco de alianças.
No xadrez político que se desenha, cada movimento é calculado. E, como em toda disputa majoritária, não basta apenas dialogar — será preciso transformar bastidores em palanques e articulações em votos.
CLIMA DE INCERTEZA MARCA RELAÇÃO ENTRE DIOGO ALEXANDRE E SANDRO ADVOGADO EM CHÃ GRANDE
FÉ E COMPROMISSO SOCIAL MARCAM PRESENÇA DE ELCIONE RAMOS NA MISSA DE CINZAS NO RECIFE
A cerimônia foi presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson, que conduziu a celebração destacando o significado do tempo quaresmal como um convite à conversão, à solidariedade e ao compromisso cristão com as causas sociais. Durante a homilia, o religioso também apresentou oficialmente a Campanha da Fraternidade 2026, que este ano traz como tema “Fraternidade e Moradia”.
Com o lema “Ele veio morar entre nós”, inspirado no Evangelho de João (Jo 1,14), a campanha propõe uma profunda reflexão sobre o direito à moradia digna e os desafios enfrentados por milhares de brasileiros que vivem em situação de vulnerabilidade habitacional. Ao longo das próximas semanas, paróquias e comunidades de todo o país serão incentivadas a promover encontros de oração, debates, estudos bíblicos e ações concretas de solidariedade voltadas à temática.
A solenidade contou ainda com a presença da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, da vice-governadora Priscila Krause e de diversas lideranças políticas do Estado, reforçando o caráter institucional e social do momento religioso. A participação de representantes do poder público evidenciou a importância do diálogo entre fé e políticas públicas, especialmente diante de temas sensíveis como habitação e justiça social.
Para a prefeita Elcione Ramos, a presença na celebração representa não apenas um gesto de fé pessoal, mas também um compromisso com os valores cristãos que norteiam sua atuação pública. Em meio ao simbolismo das cinzas — que recordam a fragilidade humana e a necessidade de renovação espiritual —, o evento reforçou a mensagem de que o poder público deve estar atento às necessidades mais urgentes da população.
A Missa de Cinzas abriu oficialmente o calendário quaresmal de 2026 em Pernambuco, iniciando um período de 40 dias marcado por reflexão, penitência e ações concretas de fraternidade. Em um cenário de desafios sociais, a Campanha da Fraternidade surge como um chamado coletivo para transformar fé em atitude e compromisso com os que mais precisam.