quinta-feira, 1 de outubro de 2026

NA LUPA 🔎 - ZÉ ALMEIDA, UM HOMEM VENCEDOR DE SÃO BENTO DO UNA PARA O MUNDO

DO SÍTIO UNA DOS CORDEIROS PARA UMA DAS MAIORES OPERAÇÕES AVÍCOLAS DO NORDESTE: A HISTÓRIA DE JOSÉ DE ALMEIDA CORDEIRO, O ZÉ ALMEIDA, É MARCADA POR TRABALHO, VISÃO EMPREENDEDORA, TECNOLOGIA E UMA EMPRESA QUE PASSOU A FAZER PARTE DA IDENTIDADE ECONÔMICA DE SÃO BENTO DO UNA

Tem histórias empresariais que começam em grandes escritórios, com investidores, planejamentos milionários e estruturas prontas. A de José de Almeida Cordeiro, conhecido em São Bento do Una simplesmente como Zé Almeida, começou muito longe disso.

Foi no meio rural, no Sítio Una dos Cordeiros, em São Bento do Una, no Agreste pernambucano, que nasceu, em março de 1970, a atividade que décadas depois daria origem a uma das maiores operações avícolas do Nordeste. Registros históricos da Assembleia Legislativa de Pernambuco apontam que a Granja Almeida começou como uma pequena criação de galinhas de postura e passou a crescer de maneira mais acelerada a partir da década de 1980. 

A dimensão alcançada hoje ajuda a entender o tamanho dessa transformação. Uma publicação especializada do setor relata que a operação, que começou com apenas algumas dezenas de aves, chegou a quase 6 milhões de aves e mais de 4 mil colaboradores diretos e indiretos, espalhados por São Bento do Una e outras regiões do Nordeste. 

É uma diferença brutal entre o ponto de partida e o tamanho atual do negócio.

E talvez esteja justamente aí o principal capítulo da história de Zé Almeida: não foi apenas uma granja que cresceu. Foi uma atividade rural que acompanhou a transformação de uma cidade inteira.

UMA CRIAÇÃO PEQUENA QUE VIROU UM NEGÓCIO GIGANTE

O nome Granja Almeida passou a ganhar espaço justamente quando São Bento do Una ainda consolidava sua vocação para a avicultura.

A trajetória empresarial de Zé Almeida aparece associada ao desenvolvimento da produção de ovos no município. Em 2010, a própria Alepe registrou que a empresa havia começado em 1970 com uma pequena criação no Sítio Una dos Cordeiros e que sua expansão ganhou força a partir dos anos 1980. Naquela época, o empreendimento já era citado pela geração de emprego e renda no Agreste. 

Há um detalhe importante nos registros empresariais atuais: a Granja Almeida Ltda., matriz hoje ativa em São Bento do Una, tem CNPJ aberto em 2009. Isso não significa que a história da empresa tenha começado naquele ano. Trata-se da estrutura societária atualmente registrada, enquanto a trajetória da atividade empresarial e da marca remonta a 1970. Os registros públicos atuais mostram José de Almeida Cordeiro entre os sócios, ao lado de Daniele, Danilo e Débora de Almeida Cordeiro. 

A diferença entre a data histórica da fundação e a constituição da atual pessoa jurídica é, portanto, fundamental para contar a história corretamente.

QUANDO O OVO VIROU UMA INDÚSTRIA


A Granja Almeida deixou de ser apenas uma propriedade produtora de ovos e passou a funcionar dentro de uma cadeia muito mais ampla.

Os registros empresariais mostram que o grupo atua não apenas na produção de ovos, mas também em atividades relacionadas à criação de frangos, fabricação de alimentos para animais, produção de pintos de um dia, comércio atacadista de aves e ovos, varejo de produtos alimentícios e transporte de cargas. Existem ainda unidades registradas em Pernambuco e Alagoas. 

Ou seja: por trás de uma bandeja de ovos com a marca Almeida existe uma cadeia muito maior.

Tem criação, alimentação das aves, logística, processamento, classificação, embalagem, transporte, comercialização e toda uma estrutura de apoio que precisa funcionar praticamente como uma engrenagem.

Uma reportagem especializada de 2016 já descrevia o Centro de Processamento de Ovos (CPO) da empresa como uma estrutura de grandes dimensões, organizada para higienização, classificação e embalagem dos ovos. A publicação destacou ainda o rigor das boas práticas e das exigências sanitárias aplicadas ao processamento. 

É nesse ponto que a história deixa de ser apenas a de um produtor rural que aumentou o número de galinhas.

Zé Almeida transformou produção rural em operação empresarial.

MILHÕES DE OVOS, UMA LOGÍSTICA QUE NÃO PODE PARAR

Em 2019, reportagem do Jornal do Commercio apontava a Granja Almeida como a maior produtora de ovos de Pernambuco, com aproximadamente 3 milhões de ovos por dia naquele período. A mesma reportagem registrava São Bento do Una produzindo cerca de 5 milhões de ovos diariamente. 

Outro levantamento publicado anteriormente pela Volvo apontava uma operação de grande escala, com venda mensal de aproximadamente 6 milhões de ovos, 1,2 milhão de pintos e mais de 1.500 toneladas de frango. O material também registrava uma frota de caminhões utilizada para transportar insumos como milho e farelo de soja para a operação. 

Os números mostram uma coisa simples: quando a empresa chegou a esse patamar, o desafio deixou de ser somente produzir.

Era preciso alimentar milhões de aves, controlar a sanidade do plantel, transportar insumos, processar a produção, classificar, embalar, armazenar e fazer o produto chegar ao consumidor.

Tudo isso dentro de uma região do Agreste que convive historicamente com limitações hídricas.

A CAPITAL DO OVO NÃO É APENAS UM APELIDO

São Bento do Una construiu sua reputação nacional em torno da avicultura.

A Assembleia Legislativa já registrava o município como um dos principais polos da atividade em Pernambuco, destacando que o Agreste concentrava parcela expressiva da produção estadual. 

Dados mais recentes reunidos pela Adagro reforçam a dimensão do polo: o município aparece como destaque na produção de ovos de Pernambuco e é descrito como a Capital do Ovo do Nordeste, com produção indicada em torno de 7 milhões de ovos por dia no documento de contingência sanitária publicado em 2025. O mesmo documento aponta Pernambuco com produção de aproximadamente 13 milhões de ovos diariamente. 

E é impossível contar essa história sem colocar a Granja Almeida dentro desse cenário.

Uma publicação especializada do setor chegou a definir a empresa como a granja de ovos mais produtiva do Norte e Nordeste, destacando que a propriedade de José de Almeida ajudou a inspirar outros empreendedores a investir na atividade. 

A expansão da avicultura criou uma espécie de ecossistema econômico.

São fornecedores de milho e soja, fabricantes de ração, empresas de medicamentos e vacinas, equipamentos, embalagens, transportadoras, técnicos, veterinários, zootecnistas, trabalhadores rurais, comerciantes e uma infinidade de atividades que orbitam a produção.

Por isso, quando a avicultura cresce em São Bento do Una, não cresce apenas a granja.

Cresce uma cadeia inteira.

A TECNOLOGIA ENTROU NO GALPÃO

Uma das maiores mudanças ao longo das décadas foi justamente a transformação tecnológica.

A avicultura moderna exige controle muito mais preciso do que simplesmente colocar as aves no galpão e recolher os ovos.

Hoje, a atividade envolve genética, nutrição, controle sanitário, biossegurança, automação, rastreabilidade, classificação e processamento.

A própria Granja Almeida aparece em registros do setor como referência em tecnologia e gestão da produção. Em 2022, por exemplo, uma empresa de tecnologia para o agronegócio citava a Granja Almeida como cliente de referência em postura comercial, então trabalhando com produção na casa dos milhões de ovos por dia. 

O Centro de Processamento de Ovos é uma das peças desse modelo. A estrutura foi descrita pela imprensa especializada como ampla, funcional e preparada para trabalhar dentro das exigências de boas práticas e legislação sanitária. 

Isso ajuda a explicar como uma atividade iniciada com algumas dezenas de aves conseguiu alcançar escala industrial.

A tecnologia não substituiu o trabalho de Zé Almeida.

Foi justamente o instrumento que permitiu multiplicar aquele trabalho.

UM EMPREENDEDOR QUE VIROU REFERÊNCIA

A história de Zé Almeida também ultrapassou os limites da empresa.

Registros da época em que exerceu funções públicas em São Bento do Una já destacavam sua atuação empresarial e a geração de empregos. Um levantamento biográfico publicado em 2011 registra que ele nasceu em 3 de junho de 1951, no Sítio Una dos Cordeiros, filho de José Diógenes Cordeiro e Maria José de Almeida. O mesmo registro informa que Zé Almeida constituiu família com Josefa Maria Cordeiro e teve três filhos: Débora, Danilo e Daniele. 

A nova geração também aparece na estrutura societária da empresa.

Hoje, os registros oficiais disponíveis publicamente apontam Daniele de Almeida Cordeiro como sócia-administradora da Granja Almeida Ltda., enquanto Danilo, Débora e o próprio José de Almeida Cordeiro aparecem como sócios. 

É o retrato de uma empresa que deixou de ser apenas um empreendimento pessoal e ganhou características de negócio familiar construído ao longo de gerações.

UM IMPACTO QUE VAI ALÉM DA PORTEIRA

A dimensão social da Granja Almeida também aparece nos registros históricos.

Em 2010, a Assembleia Legislativa destacou a geração de emprego e renda proporcionada pela empresa e mencionou sua participação em um sistema de integração que beneficiava pequenos avicultores da região. 

Anos depois, o número de pessoas envolvidas com a operação alcançaria outra escala.

Uma reportagem especializada publicada em 2025 registra mais de 4 mil colaboradores diretos e indiretos vinculados à operação em São Bento do Una e outras regiões do Nordeste. 

É aí que aparece uma dimensão que muitas vezes passa despercebida quando se olha apenas para os milhões de ovos produzidos.

Cada ovo representa uma cadeia.

E cada cadeia representa gente.

SÃO BENTO DO UNA APRENDEU A VIVER DA AVICULTURA

A força do setor transformou a própria identidade econômica do município.

Em levantamento acadêmico baseado em dados da avicultura pernambucana, São Bento do Una aparece com forte participação da atividade agropecuária e com a produção de ovos como um dos principais motores econômicos locais. 

A cidade chegou a receber a Feira de Avicultura do Nordeste, a Aviuna, reunindo produtores, fornecedores, especialistas e empresas de diversos segmentos. Em uma das edições, a organização registrou mais de R$ 50 milhões em negócios fechados durante o evento.

A Granja Almeida esteve entre as empresas que apoiaram a realização da feira, ajudando a colocar São Bento do Una no calendário de eventos da cadeia avícola regional. 

Também existem registros de iniciativas sociais envolvendo a empresa. Em 2019, uma ação realizada durante a feira de avicultura resultou na doação de 500 dúzias de ovos para instituições assistenciais do município. 

DA PEQUENA CRIAÇÃO AO MAPA DA AVICULTURA NORDESTINA

Mais de cinco décadas depois daquele começo no Sítio Una dos Cordeiros, a trajetória de José de Almeida Cordeiro pode ser lida como uma espécie de fotografia da própria transformação da avicultura pernambucana.

Primeiro vieram as poucas aves.

Depois, a persistência.

Vieram os investimentos, a expansão, a profissionalização, a tecnologia, a logística e a formação de uma cadeia cada vez maior.

Hoje, a Granja Almeida possui matriz em São Bento do Una e diversas unidades registradas, incluindo operações em Pernambuco e Alagoas. 

A empresa que nasceu pequena também ajudou a projetar o nome de São Bento do Una para além das fronteiras de Pernambuco.

E talvez seja justamente por isso que a história de Zé Almeida seja maior do que a história de uma granja.

É a história de um homem que saiu da zona rural, enxergou uma oportunidade onde muitos enxergavam apenas uma pequena criação de galinhas e conseguiu transformar aquela atividade em um empreendimento de dimensão regional.

Zé Almeida começou com poucas aves. São Bento do Una terminou conhecida pelos milhões.

No meio desse caminho estão mais de cinco décadas de trabalho, uma família que participou da construção do negócio, milhares de empregos, tecnologia, produção e uma cadeia econômica que ajudou a fazer do Agreste pernambucano uma das referências brasileiras na produção de ovos.

Da simplicidade do Sítio Una dos Cordeiros à escala industrial da Granja Almeida, a trajetória de José de Almeida Cordeiro se confunde, em boa medida, com a própria história da avicultura de São Bento do Una.

E quando se fala hoje em Capital do Ovo, é impossível contar essa história sem lembrar de quem ajudou a colocar o município nesse mapa.

TYRONE, JOÃO CAMPOS E A CONTA QUE CAIU NO COLO DO PSB

A operação da PF bate à porta de Fábio Tyrone e respinga diretamente no comando nacional do PSB

O PSB de João Campos ganhou um problema daqueles que não se resolvem com nota oficial, discurso ensaiado ou silêncio estratégico.

Fábio Tyrone, ex-prefeito de Sousa e candidato a deputado federal pela Paraíba, virou alvo da Operação Lastro, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de financiamento irregular de campanha, despesas não declaradas, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

E aqui está o detalhe que torna a história politicamente indigesta: Tyrone recebeu R$ 1,5 milhão do fundo eleitoral do Diretório Nacional do PSB. O dinheiro veio justamente da estrutura partidária comandada por João Campos, presidente nacional da legenda.

Agora, o candidato que recebeu uma das maiores injeções de recursos do partido na Paraíba aparece no radar de uma investigação federal que apura justamente a movimentação de dinheiro relacionada à campanha.

Coincidência? Essa é uma pergunta que a investigação terá de responder — não este texto.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em Sousa e, em uma diligência realizada na véspera, apreendeu aproximadamente R$ 380 mil em espécie, além de prender duas pessoas em flagrante. A origem e a finalidade do dinheiro ainda estão sendo apuradas.

E o roteiro fica ainda mais desconfortável para o PSB porque Tyrone não chegou a esta eleição sem bagagem.

UM PASSADO QUE O PSB JÁ TENTAVA ADMINISTRAR

Fábio Tyrone carrega uma condenação relacionada à agressão contra sua então companheira, a advogada Myriam Gadelha, episódio ocorrido em 2018.

O caso provocou forte reação dentro do próprio PSB e abriu uma crise política para a legenda.

João Campos, que comanda nacionalmente o partido, foi cobrado sobre a permanência de Tyrone na sigla. Em 29 de setembro, afirmou que havia determinado a expulsão do ex-prefeito após a reabertura do processo interno.

Ou seja: João Campos mal havia terminado de explicar por que Tyrone ainda estava no PSB quando a Polícia Federal entrou em cena com uma nova investigação envolvendo o candidato.

É muita turbulência para um partido que tenta vender a imagem de renovação política.

O DINHEIRO É DO FUNDO DO PSB. E AGORA?

É preciso separar as coisas.

A condenação relacionada à violência doméstica é um episódio judicial anterior. A Operação Lastro é outra investigação, ainda em andamento e sob segredo de Justiça. Uma coisa não prova a outra.

Mas existe uma conexão política objetiva: o candidato investigado recebeu R$ 1,5 milhão do fundo eleitoral nacional do PSB, enquanto o partido é presidido por João Campos.

É justamente aí que começam as perguntas que o eleitor paraibano tem o direito de fazer.

Quem decidiu pelo tamanho desse repasse?

Quais critérios foram utilizados?

O PSB tinha conhecimento de alguma circunstância que pudesse representar risco político ou jurídico antes de liberar o dinheiro?

E, principalmente: quem vai explicar aos eleitores por que um candidato que já carregava uma pesada crise de imagem recebeu R$ 1,5 milhão do fundo eleitoral nacional?

Não se trata de afirmar que o dinheiro foi utilizado ilegalmente. Isso seria antecipar uma conclusão que cabe à investigação.

Trata-se de perguntar sobre responsabilidade política, critérios partidários e transparência na utilização de dinheiro público destinado às campanhas.

JOÃO CAMPOS FICOU COM A BATATA QUENTE

João Campos assumiu o comando nacional do PSB e, com ele, também assumiu a responsabilidade política pela condução da legenda.

Tyrone era um problema.

A direção partidária tentou resolver esse problema com a expulsão.

Só que, no dia seguinte, a Operação Lastro acrescentou uma nova camada à crise.

Agora, o PSB precisa explicar não apenas a relação política com Tyrone, mas também o contexto em que R$ 1,5 milhão do fundo eleitoral nacional foi destinado à campanha de um candidato que se tornou alvo de uma investigação federal.

Tyrone diz que colaborou com a PF e afirma que nada irregular foi encontrado em sua residência.

É uma manifestação legítima e deve ser considerada.

Mas a investigação continua.

E enquanto a PF procura respostas sobre dinheiro, documentos e movimentações financeiras, uma pergunta política permanece pendurada no ar:

quem, dentro do PSB de João Campos, achou que colocar R$ 1,5 milhão nas mãos de Fábio Tyrone era uma boa ideia?

Essa resposta pode não estar nos autos da Operação Lastro.

Mas certamente interessa ao eleitor. É isso!

MARÍLIA ARRAES GANHA REFORÇO DE PESO EM IPOJUCA E RECEBE APOIO DO VEREADOR MAIS VOTADO DA HISTÓRIA DO MUNICÍPIO

A corrida pelo Senado em Pernambuco ganhou um novo movimento no Litoral Sul. A candidata Marília Arraes (PDT) anunciou, nesta quarta-feira (30), o apoio do vereador Julinho Marinho, de Ipojuca, liderança que chegou à Câmara Municipal em 2024 com a maior votação da história do município.

Julinho foi eleito com 4.072 votos, correspondentes a 5,60% dos votos válidos na disputa proporcional. O desempenho colocou o vereador no topo da votação para a Câmara de Ipojuca e consolidou seu nome como uma das lideranças políticas de destaque no município.

O apoio foi celebrado por Marília Arraes nas redes sociais e chega em um momento decisivo da campanha para o Senado, quando os candidatos intensificam a busca por apoios e ampliam suas articulações nas diferentes regiões de Pernambuco.

Ao comentar a chegada de Julinho ao seu grupo político, Marília destacou a importância das lideranças do Litoral Sul e afirmou que pretende ampliar sua presença nos municípios pernambucanos.

“Quero trabalhar por todos os municípios de Pernambuco e é por isso que caminho sempre ao lado das grandes lideranças do nosso Litoral Sul”, afirmou a candidata.

Marília também classificou Julinho como um líder competente e dedicado e disse que o vereador chega para somar forças em torno de projetos voltados para o futuro de Ipojuca.

Com forte peso econômico e político no Litoral Sul, Ipojuca ocupa posição estratégica no mapa eleitoral pernambucano. O município reúne uma importante base eleitoral e concentra atividades econômicas relevantes para o Estado, o que torna cada novo apoio uma peça importante na montagem das forças que disputam as duas vagas ao Senado.

A chegada de Julinho representa, portanto, mais um movimento de Marília Arraes na tentativa de ampliar sua presença territorial e fortalecer alianças às vésperas da eleição.

A disputa pelo Senado entra na reta final em Pernambuco com os principais candidatos acelerando agendas, buscando lideranças municipais e tentando transformar apoios políticos em votos nas urnas.

JUSTIÇA MANDA SOLTAR PREFEITO DE SALGADINHO APÓS 21 DIAS PRESO

O prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Barbosa Salgado, conhecido como Joia, deixou na noite desta quarta-feira (30) o Presídio de Limoeiro. A Justiça autorizou que o gestor responda em liberdade às acusações investigadas no âmbito da Operação Dinastia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Joia estava preso desde o dia 9 de setembro, quando foi detido durante a operação. Segundo o MPPE, a prisão ocorreu inicialmente em flagrante, diante de suspeitas de tentativa de obstrução das investigações e lavagem de dinheiro. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva.

A Operação Dinastia apura a possível existência de uma organização criminosa com atuação em Salgadinho e suspeitas de crimes contra a administração pública. Entre as linhas investigadas estão possíveis fraudes em processos licitatórios, desvio de recursos públicos e a prática conhecida como “rachadinha”, seguida de suposta lavagem de dinheiro envolvendo pessoas físicas e empresas ligadas ao grupo investigado.

Na primeira etapa da operação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Salgadinho, Passira e Carpina. Durante as diligências realizadas na residência do prefeito, os investigadores encontraram aproximadamente R$ 580 mil em dinheiro vivo.

Desde a decretação da prisão preventiva, a defesa do prefeito vinha buscando na Justiça a revogação da medida. O pedido de habeas corpus foi analisado e, nesta quarta-feira, a Justiça autorizou que Joia deixe a unidade prisional e passe a acompanhar o processo em liberdade.

Depois dos procedimentos necessários para o cumprimento da decisão, o prefeito deixou o Presídio de Limoeiro e retornou a Salgadinho durante a noite.

A decisão judicial não significa o encerramento da Operação Dinastia. As investigações continuam, e Joia permanece sendo investigado no processo. Da mesma forma, a autorização para responder em liberdade não representa condenação nem absolvição, cabendo à Justiça analisar, ao longo do processo, as acusações e as provas apresentadas.

O caso segue sob acompanhamento das autoridades responsáveis pela investigação e da Justiça.

LULA MEXEU NO CENÁRIO? JOÃO ENCOSTA EM RAQUEL E PERNAMBUCO CHEGA AO ÚLTIMO DIA DE CAMPANHA COM ELEIÇÃO EM ABERTO

PESQUISA MOSTRA EMPATE DE 42% ENTRE JOÃO CAMPOS E RAQUEL LYRA, EM MOVIMENTO DIFERENTE DA MAIORIA DOS LEVANTAMENTOS DE SETEMBRO

Pernambuco amanhece nesta quarta-feira, 1º de outubro, com uma nova fotografia da corrida pelo Governo do Estado — e ela é bem diferente daquela que vinha predominando nas pesquisas ao longo de setembro.

A nova Quaest colocou João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) empatados em 42% na intenção de voto. João cresceu três pontos em relação ao levantamento anterior, enquanto Raquel oscilou um ponto para cima. Na pesquisa anterior do mesmo instituto, divulgada em 23 de setembro, a governadora aparecia com 41%, contra 39% do ex-prefeito do Recife.

O levantamento ouviu 1.302 eleitores entre os dias 25 e 28 de setembro, período que começou justamente no dia da caminhada e do comício de Lula no Bairro do Recife.

É aí que está um dos pontos mais importantes da nova rodada: o chamado “efeito Lula” entrou definitivamente na conversa eleitoral de Pernambuco.

Não é possível afirmar, apenas pelos números, que o crescimento de João tenha sido causado pela presença de Lula. Mas o calendário chama atenção. A pesquisa anterior da Quaest mostrava Raquel dois pontos à frente. Poucos dias depois da mobilização de Lula com João, os dois aparecem rigorosamente empatados.

E quando se olha para o conjunto das pesquisas recentes, a mudança ganha ainda mais peso.

O Datafolha divulgado em 24 de setembro apontava 48% para Raquel contra 44% para João. A Simplex/CBN havia registrado 45% a 37,9%. A Múltipla apareceu com 44% a 39%, enquanto a DataTrends chegou a mostrar 46% a 36%.

Ou seja: durante boa parte de setembro, a governadora apareceu numericamente à frente nos principais levantamentos. A Quaest mais recente é a primeira fotografia dessa sequência a colocar os dois exatamente no mesmo patamar.

E a virada de cenário acontece quando faltam apenas três dias para a votação.

João ainda tem hoje e sexta-feira para tentar transformar a presença de Lula em voto. A estratégia de apresentar o socialista como o candidato apoiado diretamente pelo presidente ganha, portanto, seus últimos minutos de exposição na propaganda eleitoral.

Até agora, segundo a própria movimentação da campanha, a associação entre Lula e João ainda tem espaço para ser explorada nos últimos programas.

Do outro lado, Raquel chega à reta final sustentada por uma vantagem que aparece em outros indicadores. A governadora lidera a intenção de voto espontânea e tem a avaliação da gestão como um dos principais argumentos de campanha.

A disputa, portanto, chega ao 1º de outubro sem um cenário único entre os institutos. O conjunto das pesquisas mostra uma vantagem que vinha sendo favorável a Raquel durante setembro, enquanto a rodada mais recente da Quaest registra empate.

No Senado, o movimento provocado pela reta final também chama atenção. Marília Arraes aparece na liderança, enquanto Humberto Costa cresceu e passou a ocupar uma posição mais confortável na disputa. A presença de Lula também aparece como elemento importante na mobilização do eleitorado petista.

Agora não existe mais margem para grandes movimentos de campanha.

É propaganda até sexta-feira, debate, redes sociais, rua e voto.

A pergunta que fica para as últimas 72 horas é simples: o empate da Quaest representa uma fotografia isolada ou revela que João Campos conseguiu reduzir, na reta final, uma vantagem que Raquel vinha apresentando na maioria das pesquisas de setembro?

Pernambuco chega ao dia 1º de outubro com a eleição mais quente justamente quando a campanha entra nos seus últimos capítulos.

Lula entrou em campo, João cresceu na Quaest e Raquel continua no jogo. Agora é reta final de verdade.

RAQUEL ENCERRA GUIA DE TV COM BALANÇO DO GOVERNO: “PERNAMBUCO VOLTOU E O TRABALHO PRECISA CONTINUAR”

Na reta final da campanha, a governadora Raquel Lyra (PSD) usou seu último guia de televisão para falar diretamente aos pernambucanos e fazer um balanço dos três anos e dez meses de sua gestão. Com tom de despedida da propaganda eleitoral e de convocação para a continuidade do projeto, Raquel destacou investimentos em áreas como água, saúde, educação, infraestrutura e segurança.

A governadora apresentou uma série de ações realizadas durante o mandato e afirmou que Pernambuco retomou a capacidade de investir e entregar obras. Entre os feitos citados estão mais de 1.600 quilômetros de estradas, a entrega do Hospital da Mulher do Agreste, a criação do programa Mães de Pernambuco, a intervenção no Jardim Monte Verde, considerada pelo governo a maior obra de encosta em área urbana do Brasil, além da ampliação do efetivo e da presença dos chamados “laranjinhas” nas ruas.

“Pernambuco voltou e o trabalho precisa continuar”, foi a mensagem central apresentada pela governadora no encerramento de sua participação no guia eleitoral.

Raquel também destacou os números de investimentos apresentados pelo governo estadual. Segundo os dados citados na propaganda, foram R$ 9,6 bilhões destinados à área de água, R$ 12,2 bilhões para a saúde, R$ 1,96 bilhão para creches, R$ 7 bilhões em estradas e R$ 2,3 bilhões em segurança.

Durante a fala, a governadora fez ainda uma comparação com gestões anteriores e afirmou que, em menos de quatro anos, Pernambuco avançou mais em investimentos do que nos oito anos anteriores.

“Estamos batendo recorde em cima de recorde de investimentos em todas as áreas. Em três anos e 10 meses, a gente avançou mais do que os oito anos do governo anterior. A gente voltou a ser o estado que entrega, que está presente, que as pessoas acreditam”, afirmou.

Raquel também mencionou a relação institucional construída com o governo federal e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parceiro em ações realizadas em Pernambuco.

“Estamos prontos para viver os melhores anos da nossa história, porque a gente arrumou a casa, conseguimos unir as pessoas, e contei com a ajuda do presidente Lula, que abriu as portas do governo para permitir que a gente pudesse fazer mais e melhor por aqui”, declarou.

Ao encerrar a mensagem, a governadora apostou em um discurso de continuidade, defendendo que os investimentos e obras iniciados durante sua gestão tenham sequência nos próximos anos.

“O destino do nosso povo é ser feliz”, afirmou Raquel, encerrando o último guia de televisão antes da votação.

Agora, a campanha entra nos últimos dias antes do primeiro turno, e a mensagem da governadora busca apresentar ao eleitorado um retrato de sua administração e associar a escolha nas urnas à continuidade das ações iniciadas durante o atual governo.

JOÃO CAMPOS ENCERRA GUIA ELEITORAL PROMETENDO DEVOLVER A PERNAMBUCO O PROTAGONISMO NO NORDESTE

Candidato do PSB aposta na parceria com Lula, no histórico à frente da Prefeitura do Recife e promete acelerar obras, empregos e investimentos caso chegue ao Palácio do Campo das Princesas

No último guia eleitoral antes do primeiro turno, exibido na noite desta quarta-feira (30), o candidato a governador de Pernambuco João Campos (PSB) encerrou sua participação na propaganda de rádio e televisão com um discurso voltado para o futuro, apresentando a parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua experiência à frente da Prefeitura do Recife como argumentos para assumir o comando do Estado.

Com uma produção marcada por imagens de obras, entregas e momentos de campanha, João afirmou que pretende colocar Pernambuco novamente em posição de destaque no Nordeste e no Brasil.

“Se tem uma coisa que a história de Pernambuco nos ensina é que a nossa força vem de gente que nunca teve medo de se posicionar, de tomar a frente e de fazer a diferença”, declarou o candidato.

João Campos também relembrou iniciativas de sua gestão no Recife, citando a construção de parques, pontes e do Hospital da Criança, além do programa Recife no Mundo, que oferece intercâmbio internacional para estudantes da rede municipal.

Outro ponto central do programa foi a ligação política com Lula. João resgatou a relação entre o presidente e seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, destacando a parceria entre os dois como referência para um período de investimentos e desenvolvimento em Pernambuco.

No guia, a campanha também fez críticas à gestão da governadora Raquel Lyra, apontando promessas feitas na eleição de 2022 e questionando a ausência, segundo o programa, de entregas como hospitais, UPAs, escolas técnicas e delegacias da Mulher.

Na sequência, João apresentou suas principais propostas para um eventual governo. Entre elas estão a duplicação de rodovias, mais de 90 obras na área de abastecimento de água, a construção de quatro grandes hospitais, bolsas para cursos superiores de tecnologia destinadas a estudantes da rede pública, a criação do Pé-de-Meia Pernambuco e o IPVA zero para motocicletas de até 180 cilindradas.

Ao encerrar o último guia, João voltou a apostar na parceria com o governo federal como uma das principais ferramentas para executar seu programa.

“Junto com o presidente Lula, a gente vai botar as coisas para moer e com o pé no acelerador”, afirmou.

O candidato encerrou a mensagem convocando os pernambucanos para um novo ciclo político e prometendo recuperar, em sua visão, o protagonismo histórico de Pernambuco.

“Vem aí um conjunto de obras e ações que vai devolver a Pernambuco a liderança que nosso estado sempre teve”, finalizou João Campos.

GOVERNO DO ESTADO ENTREGA NOVAS OBRAS DE CONTENÇÃO DE ENCOSTAS EM JABOATÃO DOS GUARARAPES

Intervenções nas ruas Joaquim Tenório e Eletricista José Alves de Ribeiro, no bairro de Cavaleiro, beneficiam 460 famílias e integram investimento de R$ 5,8 milhões
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco (Seduh), entregou, nesta quarta-feira (30), mais duas intervenções do pacote de obras de infraestrutura no bairro de Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Com investimento de R$ 5,8 milhões, as obras de contenção das encostas das ruas Joaquim Tenório e Eletricista José Alves de Ribeiro beneficiam diretamente 460 famílias. As duas áreas são classificadas com graus de risco “alto” e “muito alto” para deslizamentos.

“As intervenções de contenção têm como objetivo reduzir os riscos de deslizamentos em áreas vulneráveis, especialmente durante o período de chuvas. Em Jaboatão dos Guararapes, as obras incluem soluções de estabilização das encostas e sistemas de drenagem, com foco na proteção das áreas contempladas pelo projeto”, explicou o titular da Seduh, Rodrigo Ribeiro.

Das 460 famílias beneficiadas pelas duas intervenções, 228 estão localizadas na Rua Joaquim Tenório e 232 na Rua Eletricista José Alves de Ribeiro. Segundo dados do Censo 2022, cerca de 40 mil pessoas vivem em setores de risco em Jaboatão dos Guararapes.

A intervenção abrange cerca de 4 mil m² de área protegida. Nas duas vias, foram aplicados grampos de oito metros de profundidade e concreto projetado para o revestimento das encostas, além da instalação de sistemas de drenagem e da execução de serviços de urbanização no entorno. Os projetos também contemplam soluções de engenharia como solo grampeado, muros e telas argamassadas, reforço superficial de maciços e medidas de proteção vegetal para o controle da erosão.

Outras duas obras de contenção de encostas estão em andamento nas ruas Marechal Castelo Branco e Francisco Aires, ambas com mais de 70% dos serviços executados. As intervenções, que representam um investimento de R$ 7,5 milhões, têm conclusão prevista para novembro. Com a finalização dessas obras, o projeto em Jaboatão dos Guararapes contemplará um total de 835 famílias.

Fotos: Juliana Vanderlei/Seduh