domingo, 1 de fevereiro de 2026

DANIEL COELHO PRESTIGIA AS VIRGENS DO BAIRRO NOVO AO LADO DA PREFEITA MIRELLA ALMEIDA E CUMPRE MARATONA DE PRÉ-CARNAVAL NA RMR

O domingo (1º) está sendo de intensa movimentação política e cultural na Região Metropolitana do Recife, e o pré-candidato a deputado federal Daniel Coelho (PSD) fez questão de mergulhar no clima das prévias carnavalescas. A primeira parada do dia foi em Olinda, onde ele participou do tradicional bloco Virgens do Bairro Novo, acompanhado da prefeita Mirella Almeida e do vereador Felipe Nascimento.

Em meio às fantasias irreverentes, à música contagiante e a milhares de foliões que tomaram as ruas, Daniel ressaltou o peso simbólico e econômico do Carnaval olindense. Segundo ele, a festa vai muito além da diversão: movimenta o turismo, gera renda e projeta Pernambuco para o mundo. O pré-candidato também enfatizou o apoio do Governo do Estado na estrutura do evento, destacando a importância da organização e da segurança para garantir que a folia aconteça de forma tranquila.

A prefeita Mirella Almeida reforçou o caráter histórico do desfile das Virgens e detalhou o trabalho de bastidores realizado nos últimos meses. Ela pontuou que a gestão municipal atuou em parceria com o Governo de Pernambuco para montar um esquema de segurança reforçado, além de manter serviços públicos funcionando durante o evento. A proposta, segundo Mirella, é assegurar que moradores e turistas aproveitem a festa com conforto e proteção.

Após a passagem por Olinda, Daniel Coelho seguiu para o Recife, onde marcou presença em outros polos da prévia carnavalesca. Ele visitou o bloco Canguru, no bairro de Campo Grande; o Samba Louco, em Afogados; e Os Monstros, no Espinheiro, ampliando o roteiro que une cultura popular e diálogo com a população em diferentes áreas da capital.

A agenda carnavalesca do pré-candidato também incluiu eventos tradicionais e festivais fora do eixo Recife-Olinda. Daniel esteve no Bal Masquê, um dos bailes mais tradicionais do período pré-carnavalesco recifense, conhecido por reunir música, fantasia e memória cultural. Já no Litoral Norte, participou do Festival Pernambuco Meu País Verão, em Itamaracá, evento que integra programação cultural e turística do Estado.

E a maratona não para. Daniel Coelho já confirmou presença na abertura da próxima edição do Festival Pernambuco Meu País, que acontecerá entre os dias 6 e 8 de fevereiro, no Terminal Marítimo de Passageiros, no Recife, reunindo atrações locais e nacionais. A participação reforça a estratégia de circular por diferentes territórios e dialogar com públicos diversos em um dos períodos de maior efervescência cultural do calendário pernambucano.

Entre frevos, fantasias e palcos, o domingo deixou claro que, além de celebrar a cultura popular, o pré-candidato tem utilizado o ciclo carnavalesco como vitrine de proximidade com a população e de valorização dos eventos que movimentam a economia e a identidade de Pernambuco.

Crédito da foto: Tarciso Augusto/divulgação

PT EM PERNAMBUCO FECHA QUESTÃO: SEM APOIO A LULA, NÃO HÁ CHAPA MAJORITÁRIA


O Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco decidiu subir o tom e estabelecer um critério político claro para as eleições de outubro. O deputado federal Carlos Veras, presidente estadual da legenda, afirmou que o partido não deverá integrar chapas majoritárias com candidaturas que não estejam alinhadas de forma explícita ao projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Jornal, nesta sexta-feira (30), e ocorre em meio à intensificação das articulações eleitorais no Estado, especialmente na disputa pelo apoio do presidente Lula, considerado um dos ativos políticos mais valiosos do pleito estadual. Segundo Veras, a diretriz foi reafirmada em reunião do diretório estadual do PT, realizada na última quinta-feira (29), e deverá orientar todas as negociações com partidos aliados.

De acordo com o parlamentar, a posição do partido é de coerência política. Para ele, não faz sentido que o PT componha uma chapa majoritária ao lado de candidatos que não estejam dispostos a defender o presidente Lula e o projeto nacional liderado pelo governo federal. “Não cabe uma chapa majoritária em que tenha candidato que não vá pedir voto para o presidente Lula”, afirmou Veras, acrescentando que o tema também será levado para discussão na direção nacional do partido.

O presidente estadual do PT destacou ainda que a legenda trabalha para construir alianças que estejam em sintonia com o projeto de país defendido por Lula, baseado na defesa da democracia, da soberania nacional e na ampliação dos direitos sociais. Nesse contexto, ele avaliou que especulações sobre composições envolvendo partidos ou lideranças de oposição ao presidente não encontram respaldo interno dentro do PT pernambucano.

As declarações de Carlos Veras se inserem diretamente no cenário de disputa pelo Governo de Pernambuco. A governadora Raquel Lyra (PSD) busca a reeleição, enquanto o prefeito do Recife, João Campos (PSB), é apontado como o principal nome da oposição estadual. Embora ainda não tenha confirmado oficialmente sua candidatura, João Campos vem intensificando agendas no interior do Estado e ampliando articulações políticas, o que reforça sua presença no tabuleiro eleitoral.

No plano nacional, o cenário adiciona camadas de complexidade às negociações locais. O PSB mantém uma aliança histórica com o PT, integrando a chapa presidencial com Geraldo Alckmin na Vice-Presidência da República. Já o PSD, partido de Raquel Lyra, ocupa atualmente três ministérios no governo federal, o que amplia a disputa simbólica e política pelo palanque do presidente Lula em Pernambuco.

Diante desse contexto, a fala de Carlos Veras funciona como um recado direto aos aliados: para o PT pernambucano, o alinhamento com Lula não é apenas desejável, mas condição essencial para qualquer composição majoritária nas eleições estaduais. Com informações da Agência Brasil.

SALOA REFÉM DO BARULHO E DO PERIGO: MOTOS E PAREDÕES DOMINAM MADRUGADAS, INVADEM PRAÇAS E PODER PÚBLICO LOCAL "SEGUE ASSISTINDO"

Saloá vive um retrato claro de desordem urbana nas madrugadas — e o que mais revolta a população não é apenas o barulho ensurdecedor de motos e paredões, mas a sensação de que o problema cresce livremente sob a sombra da omissão do poder público municipal. O que deveria ser uma cidade tranquila do Agreste tem se transformado, noite após noite, em território sem controle, onde o direito ao descanso perdeu espaço para o ronco de motores adulterados e manobras perigosas em espaços públicos.

Moradores relatam que grupos de motociclistas tomam conta das ruas durante a madrugada, acelerando sem qualquer limite, promovendo algazarras e exibindo escapamentos que parecem competir para ver qual faz mais barulho. Não satisfeitos em transformar avenidas em pistas improvisadas, muitos invadem praças e calçadas em alta velocidade, ignorando completamente que aqueles espaços são destinados a pedestres, crianças e idosos. O risco de atropelamentos e acidentes é constante, e o medo passou a fazer parte da rotina de quem mora próximo às áreas mais afetadas.

Como se não bastasse, há relatos de que parte desses grupos vem de cidades vizinhas como Bom Conselho, Paranatama, Iati e localidades da região, encontrando em Saloá o ambiente perfeito: pouca fiscalização, quase nenhuma consequência e a certeza de que a madrugada será de impunidade. A perturbação do sossego é prevista na legislação brasileira como contravenção penal, e conduzir veículo de forma perigosa ou com equipamentos irregulares também é infração. No papel, as regras existem. Na prática, o que a população enxerga é o oposto disso.

A Polícia Militar já realizou operações pontuais no município, com apreensão de motos irregulares, mostrando que quando há ação, o resultado aparece. O problema é que essas ações são esporádicas, quase simbólicas diante da frequência dos abusos. Sem presença constante nas ruas, os mesmos grupos voltam dias depois, como se nada tivesse acontecido.

É nesse ponto que a crítica à Prefeitura de Saloá se torna inevitável. Moradores cobram, há tempos, uma postura mais firme da gestão municipal para enfrentar o problema, mas o que se vê é silêncio e falta de articulação. Falta pressão por reforço de efetivo, faltam operações integradas permanentes, faltam medidas urbanas que desestimulem aglomerações desordeiras. Falta, sobretudo, prioridade.

A desativação da Guarda Municipal é apontada como um dos marcos do agravamento da situação. A corporação, que poderia atuar na fiscalização urbana, no ordenamento de espaços públicos e no apoio às forças estaduais, simplesmente deixou de existir — e nada foi colocado no lugar. O resultado é uma cidade dependente de um efetivo policial reduzido, com uma única viatura para dar conta de zona urbana e rural, enquanto a desordem noturna cresce sem freio.

Para quem perde noites de sono, convive com sustos de motos passando a centímetros de calçadas e teme deixar crianças brincarem nas praças à noite, a sensação é clara: a cidade está sem comando quando o assunto é ordem pública. O barulho virou rotina, o risco virou normal e a ausência de respostas virou padrão administrativo.

Saloá não sofre por falta de leis. Sofre pela falta de iniciativa de quem deveria liderar soluções. Enquanto a gestão municipal não assumir a responsabilidade de articular reforços, cobrar presença efetiva do Estado e criar mecanismos locais de controle urbano, a madrugada seguirá sendo território do barulho, da imprudência e da impunidade — e o sossego da população continuará sendo tratado como detalhe, não como direito.

TJPE VALIDA PROVAS E REABRE INVESTIGAÇÃO SOBRE SUPOSTO ESQUEMA MILIONÁRIO NA PREFEITURA DO RECIFE

O Tribunal de Justiça de Pernambuco decidiu destravar uma investigação de grande porte que apura possíveis irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura do Recife. Em julgamento unânime realizado pela 2ª Câmara Criminal, os desembargadores consideraram válidas as provas reunidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), permitindo que o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) retome a apuração de um suposto esquema que envolveria cerca de R$ 120 milhões em recursos públicos.

A investigação estava suspensa por decisão de primeira instância, que havia acolhido argumentos de nulidade das provas e interrompido o andamento do inquérito. O novo entendimento do TJPE reverteu esse cenário ao afirmar que as medidas adotadas pelo Ministério Público tiveram base concreta e fundamentação específica, afastando a tese de que as diligências teriam ocorrido de forma genérica ou sem direcionamento claro.

O caso gira em torno de contratos celebrados a partir de 2021, período que coincide com o primeiro ano da atual gestão municipal. Segundo o MPPE, há indícios de um modelo de contratação que pode ter burlado o processo licitatório tradicional por meio da adesão a Atas de Registro de Preços de entidades localizadas fora de Pernambuco. A Prefeitura do Recife teria aderido a atas vinculadas à Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco (AMMESF) e ao Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Ambiental Sustentável do Norte de Minas (Codanorte), ambos sediados em Minas Gerais, a mais de 1.600 quilômetros da capital pernambucana.

Os valores sob análise chamam a atenção. De acordo com os autos, aproximadamente R$ 99,4 milhões teriam sido contratados por meio da AMMESF e outros R$ 19,2 milhões via Codanorte. A empresa formalmente beneficiada pelos contratos seria a construtora mineira Sinarco Ltda. No entanto, os investigadores suspeitam que a companhia possa ter atuado apenas como intermediária, dando aparência de regularidade a um arranjo cujo centro operacional estaria, na prática, em Pernambuco.

Relatórios de inteligência financeira anexados ao processo indicam que, após receber recursos da Prefeitura, a Sinarco teria transferido mais de R$ 60 milhões para outra empresa, a Alca Engenharia, com atuação local. Para o MPPE, essa movimentação pode indicar que a execução efetiva dos serviços e a maior parte dos ganhos financeiros teriam ficado com a empresa pernambucana, levantando dúvidas sobre a lisura da cadeia de contratação.

Outro ponto destacado na investigação envolve a fiscalização das obras. Um dos sócios da empresa responsável por auditar serviços ligados à Sinarco teria registrado movimentações financeiras da ordem de R$ 1,2 milhão em curto espaço de tempo, valor considerado incompatível com sua renda declarada. A suspeita é de que esses recursos possam estar relacionados a pagamentos ilícitos ou a tentativas de ocultação de valores, hipótese que ainda será aprofundada com a retomada das diligências.

Ao autorizar a continuidade do inquérito, o TJPE também ressaltou que os indícios apurados até agora apontam, em tese, para crimes como organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Com isso, o Ministério Público volta a ter respaldo judicial para analisar contratos, fluxos financeiros e a eventual participação de empresas e pessoas físicas no suposto esquema.

Procurada, a Prefeitura do Recife informou anteriormente, em declarações à imprensa nacional, que não figura formalmente como investigada e que o foco da apuração estaria restrito a um núcleo empresarial. A gestão municipal também declarou confiar na legalidade das contratações realizadas e afirmou que os procedimentos adotados seguiram os parâmetros administrativos vigentes. Até o momento mais recente, não havia novo posicionamento oficial sobre a decisão do Tribunal.

Com a validação das provas e a retomada das investigações, o caso entra em uma nova fase, na qual o MPPE poderá aprofundar a análise de documentos, quebras de sigilo e movimentações financeiras. O desfecho ainda é incerto, mas a decisão do TJPE recoloca sob escrutínio judicial um conjunto de contratos de alto valor firmados pela administração municipal, ampliando a atenção sobre a transparência e a regularidade no uso de recursos públicos.

ENCONTRO ENTRE JOÃO CAMPOS E MIGUEL COELHO TERMINA SEM ACORDO SOBRE CHAPA DA FRENTE POPULAR: “MUITO FOI DEFINIDO, INCLUSIVE NADA”

Em um cenário político que prometia aquecer as rodas de conversa na capital e no interior, o encontro recente entre o prefeito do Recife, João Campos, e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, terminou sem a definição de um denominador comum sobre a composição da chapa majoritária da Frente Popular. Apesar de ser celebrado por muitos como um passo em direção à unidade partidária, líderes e aliados agora reconhecem que o resultado foi, sobretudo, a manutenção do impasse entre as partes.

A reunião, ocorrida ao longo da última semana, foi marcada por expectativas de consensos e movimentações estratégicas nos bastidores eleitorais. Ainda assim, ao fim do encontro, ficou claro que as divergências sobre o timing da oficialização da chapa continuam a lançar sombras sobre o projeto político conjunto.

Em entrevista à CNN Brasil, João Campos reafirmou que a definição da chapa majoritária será feita apenas em março, período em que, segundo ele, toda a base política terá amadurecido as discussões internas e consolidado os melhores caminhos para o bloco. Para o prefeito, “a construção de uma chapa forte e competitiva demanda tempo e sintonia com as necessidades do projeto coletivo”.

Por outro lado, Miguel Coelho tem uma visão distinta da urgência do processo. O ex-prefeito de Petrolina defende que a oficialização da sua postulação — e, consequentemente, de toda a chapa — ocorra antes do Carnaval. Essa antecipação, na avaliação de setores do bloco próximo a Miguel, poderia consolidar antecipadamente a identidade política e permitir maior tempo de articulação junto ao eleitorado.

O IMBRÓGLIO QUE PERDURA

Embora o encontro tenha sido interpretado por militantes e observadores como um passo em direção ao alinhamento entre as lideranças, a constatação entre participantes é de que a declaração de intenções acabou evidenciando o desequilíbrio de ritmos e prioridades dentro da Frente Popular.

Aliados de João Campos destacam que o prefeito quer garantir que a chapa represente toda a base aliada, abrindo espaço para negociações com legendas parceiras e buscando estratégias que fortaleçam o palanque majoritário. Para essa corrente, uma decisão antecipada pode fechar portas que ainda estão abertas para construção de alianças.

Já o entorno de Miguel Coelho entende que a demora de Campos em consolidar a chapa pode gerar insegurança entre correligionários e aliados, além de reduzir o tempo disponível para mobilizações e estruturação de campanha em 2026.

EXPECTATIVAS E APOSTAS

Conforme interlocutores próximos às negociações, o encontro serviu para que ambas as partes reafirmassem seus compromissos políticos, mas sem abrir mão de suas posições estratégicas. O que se viu, na análise de analistas políticos, foi um acordo tácito para manter o diálogo aberto e adiar uma definição clara até que fatores externos ao encontro — como a evolução das alianças partidárias — sejam revelados.

No campo eleitoral, a indefinição tende a gerar debates entre os militantes e observadores. A proximidade do Carnaval, evento cultural que tradicionalmente marca o início do calendário político mais intenso no país, coloca sob pressão os líderes partidários para dar respostas claras ao eleitor.

OS PRÓXIMOS PASSOS

Com a palavra final pendente, as atenções agora se voltam para os meses de fevereiro e março. O cenário é de tensão controlada, com negociações internas, consultorias estratégicas e avaliações eleitorais em andamento nos bastidores.

Enquanto isso, setores da Frente Popular mantêm otimismo cauteloso, afirmando que a construção de uma chapa solida ainda é possível e que o encontro — embora sem definição — serviu para mapear posições e ajustar agendas.

A história, portanto, não terminou no encontro desta semana. Pelo contrário: abriu um novo capítulo de um processo político que pode se desenrolar de forma decisiva a partir de março, quando, segundo João Campos, o martelo poderá — enfim — ser batido.

PREFEITO-DEPUTADO CHAPARRAL ANUNCIA LICITAÇÃO HISTÓRICA E PE-86 AVANÇA PARA LIGAR OROBÓ A MACHADOS

O prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (União Brasil), voltou a assumir protagonismo regional ao anunciar a publicação do edital de licitação para a construção da PE-86, rodovia que vai interligar os municípios de Orobó e Machados, no Agreste de Pernambuco. A informação foi divulgada em primeira mão por ele nas redes sociais e rapidamente repercutiu entre lideranças e moradores da região.

A obra, orçada em mais de R$ 30 milhões e que será executada pelo Governo do Estado, é considerada uma das intervenções viárias mais aguardadas das últimas décadas no Agreste Setentrional. Chaparral destacou que a conquista é resultado de articulação política e diálogo constante com o Governo de Pernambuco, especialmente com a governadora Raquel Lyra, a quem atribuiu o compromisso com obras estruturadoras no interior.

A pavimentação da PE-86 sempre foi vista como um sonho distante por quem vive e trabalha na área. Durante anos, a precariedade da estrada de terra dificultou o tráfego de veículos, prejudicou o transporte escolar, o acesso a serviços de saúde e comprometeu o escoamento da produção rural. Agora, com o edital publicado, a expectativa dá lugar a uma nova realidade em construção.

Ao tornar pública a novidade, Chaparral ressaltou que a rodovia vai muito além de uma ligação entre dois municípios. Segundo ele, trata-se de um corredor de desenvolvimento que vai fortalecer a economia local, reduzir distâncias, gerar mais segurança no trânsito e ampliar oportunidades para quem vive do comércio e da agricultura.

A futura PE-86 deverá beneficiar diretamente produtores rurais, feirantes e pequenos empreendedores, que passarão a contar com uma via pavimentada para transportar mercadorias com mais rapidez e menor custo. A melhoria na mobilidade também deve facilitar o acesso da população a escolas, hospitais e centros comerciais da região.

O anúncio reforça o peso político de Chaparral no cenário regional, especialmente por sua atuação em pautas que ultrapassam os limites de Surubim e impactam municípios vizinhos. A obra é vista por aliados como um marco que simboliza a força do diálogo institucional e a prioridade dada à infraestrutura no interior pernambucano.

Com a licitação oficialmente lançada, o próximo passo será a conclusão do processo e a definição da empresa responsável pela execução. Enquanto isso, cresce a expectativa de que, em breve, as máquinas estejam na pista e um antigo sonho da população comece, enfim, a ganhar forma no chão do Agreste.

JUSTIÇA AUTORIZA GILSON MACHADO A DEIXAR O RECIFE APÓS MESES DE RESTRIÇÕES JUDICIAIS

O ex-ministro do Turismo Gilson Machado voltou ao centro do noticiário político pernambucano neste fim de semana ao anunciar que a Justiça autorizou o fim das restrições que o impediam de sair do Recife. A decisão encerra um período de aproximadamente 230 dias em que ele permaneceu limitado à capital pernambucana por determinação judicial, após ter sido alvo de investigação da Polícia Federal.

Gilson foi detido sob suspeita de envolvimento em uma tentativa de emissão de passaporte no Consulado Português, no Recife, que teria como objetivo viabilizar a saída do país do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde o início, o ex-ministro negou qualquer irregularidade. Ele sustentou que seu único contato com o consulado português teria sido para tratar da renovação do passaporte de seu pai, que possui cidadania lusitana. Apesar da prisão ter sido breve, as medidas cautelares impostas pela Justiça o mantiveram por meses sob restrições de deslocamento e, por determinado período, também de uso das redes sociais.

A revogação da limitação geográfica foi comemorada publicamente. Em vídeo divulgado nas redes, Gilson demonstrou entusiasmo ao relatar que agora poderá retomar compromissos fora do Recife, inclusive relacionados às suas atividades empresariais. A notícia também surpreendeu aliados políticos. Um dos primeiros encontros após a liberação foi com o vereador Gilson Filho, ocorrido na propriedade do ex-ministro, momento em que ambos registraram a reação à decisão judicial.

O desfecho dessa etapa judicial ocorre em meio a um cenário de incertezas na trajetória política de Gilson Machado. Durante o período em que esteve sob restrições, ele tentou viabilizar seu nome como pré-candidato ao Senado Federal pelo PL em Pernambuco. No entanto, a articulação não avançou como esperado. O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, demonstrou preferência pelo nome do dirigente estadual Anderson Ferreira para a disputa majoritária, o que enfraqueceu o espaço de Gilson dentro do partido.

Sem o respaldo necessário e diante de um ambiente político adverso — agravado pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, uma das principais referências de seu campo político — Gilson optou por se desfiliar do PL. A saída marcou uma reconfiguração importante em seu futuro eleitoral. Embora ainda não tenha oficializado novo destino partidário, interlocutores próximos indicam que as conversas com o Podemos estão em estágio avançado. A sigla avalia lançar o ex-ministro como candidato a deputado federal, apostando em sua visibilidade nacional e na base de apoiadores que mantém em Pernambuco.

A liberação para circular fora do Recife, portanto, não representa apenas um alívio pessoal, mas também um movimento com impacto direto em seus planos políticos. Com maior liberdade de agenda, Gilson Machado passa a ter condições de intensificar articulações, participar de eventos e reforçar sua presença em diferentes regiões do Estado, num momento em que o tabuleiro eleitoral começa a se desenhar com mais nitidez.

VELHO CHICO AVANÇA, TRANSBORDA E MUDA PAISAGEM EM BOM JESUS DA LAPA


O Rio São Francisco segue em forte elevação em Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, e já atinge a marca de 7 metros, conforme medições realizadas na manhã deste sábado (31) pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), na ponte Gercino Coelho. O dado confirma a continuidade da cheia que vem sendo registrada nos últimos dias e reforça o cenário de atenção na região ribeirinha.

Com o volume acima do normal, o Velho Chico entrou em um estágio conhecido pelos moradores como o momento em que o rio começa a “vazar”. O fenômeno é natural em períodos de cheia e ocorre quando as águas ultrapassam o leito principal, espalhando-se por áreas laterais e alimentando lagoas marginais. Em Bom Jesus da Lapa, a Lagoa da Lapa — situada nas proximidades do centro urbano — já começou a receber água do rio, alterando a paisagem e reacendendo memórias de grandes cheias do passado.

Para pescadores e famílias que vivem próximas às margens, a cena traz um misto de esperança e cautela. A chegada da água às lagoas costuma favorecer a reprodução de peixes e renovar ecossistemas locais, mas também serve como sinal de alerta para possíveis transtornos, caso o nível continue subindo. A movimentação do rio é acompanhada de perto por quem depende diretamente dele para sustento e sobrevivência.

Outro ponto simbólico que já sente os efeitos da elevação é a Barrinha, um dos principais cartões-postais e áreas de lazer da cidade. No local, a água começou a invadir parte de um dos quiosques, evidenciando que o avanço do rio é gradual, porém constante. A cena, que chama a atenção de moradores e visitantes, também reforça a necessidade de monitoramento contínuo por parte das autoridades municipais e da Defesa Civil.

A cheia é reflexo direto do grande volume de água que desce do Norte de Minas Gerais, resultado das chuvas intensas registradas nas últimas semanas. O aumento do fluxo dos principais afluentes da bacia do São Francisco tem impulsionado a subida do nível ao longo do curso do rio, gerando impactos sucessivos em cidades ribeirinhas.

Embora o fenômeno seja esperado nesta época do ano, cada centímetro a mais no nível do rio representa uma nova variável no cotidiano da população local. Em Bom Jesus da Lapa, o Velho Chico volta a ocupar espaços que, por meses, permaneceram secos, redesenhando o cenário natural, mexendo com a rotina da cidade e lembrando a força cíclica de um dos rios mais importantes do Brasil.