A Assembleia Legislativa de Pernambuco viverá um dos momentos mais aguardados do atual cenário político estadual nesta terça-feira, 19, com a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar os contratos de publicidade firmados pelo Governo Raquel Lyra. O colegiado, que promete movimentar os debates no plenário e fora dele, terá como presidente o deputado estadual Diogo Moraes, do PSDB, figura com trajetória marcada pela experiência parlamentar e articulação política. A composição da CPI já reflete o clima de divisão na Casa, com o governo tentando garantir espaço, mas enfrentando uma oposição que, desta vez, conseguiu maioria numérica e estratégica. No bloco governista, foram confirmadas as indicações de Antônio Moraes, do PP, João Paulo Lima e Silva, do PT, e Wanderson Florêncio, do Solidariedade, parlamentares que deverão atuar como vozes de defesa da gestão estadual diante das denúncias e questionamentos que surgirão durante os trabalhos. O Partido Liberal, em meio à sua posição de maior aproximação com a oposição, colocou como representante titular o deputado Nino de Enoque, reforçando o peso político do grupo. Já a oposição consolidou um bloco forte, encabeçado pelo próprio Diogo Moraes, que assumirá a presidência, ao lado de Antônio Coelho, do União Brasil, Rodrigo Farias e Waldemar Borges, ambos do PSB, além de Dani Portela, do PSOL, compondo um leque que vai da centro-direita à esquerda, em uma demonstração de convergência momentânea contra o Executivo estadual. A escolha de Diogo Moraes para a condução da CPI foi recebida como sinal de que os trabalhos devem ganhar intensidade desde o início, uma vez que o parlamentar é reconhecido por seu perfil combativo e por sua proximidade com os debates estruturais da Alepe. A reunião de instalação está marcada para as 8h, horário que já deve atrair a atenção da imprensa e das lideranças políticas, dado o impacto que a investigação poderá ter sobre a imagem e a governabilidade da atual gestão. O colegiado contará com nove titulares e igual número de suplentes, garantindo estrutura para sessões que devem ser longas e acirradas, com convocações de secretários, técnicos e representantes de empresas ligadas às campanhas e contratos publicitários. O embate, que já se anuncia intenso, coloca a governadora Raquel Lyra em uma posição delicada, pois a CPI poderá abrir espaço para revelações capazes de desgastar seu governo em um momento em que tenta consolidar investimentos e ampliar sua base política no Estado. O início dos trabalhos promete ser um divisor de águas no relacionamento entre governo e oposição no Legislativo pernambucano.
terça-feira, 19 de agosto de 2025
JARBAS FILHO DIZ ATRAVÉS DE OFÍCIO QUE LIDERANÇA DE WALDEMAR CONTRARIA REGIMENTO DO PARTIDO
JOÃO CAMPOS É APONTADO POR RENATO ANTUNES COMO ARTICULADOR DE MANOBRAS NA ALEPE PARA ENFRAQUECER RAQUEL LYRA
O deputado também destacou como fator determinante a saída de três parlamentares socialistas, Waldemar Borges, Diogo Moraes e Junior Matuto, que deixaram o PSB no mesmo dia com anuência da direção partidária, recebendo carta que permitiu a migração para siglas da base governista. Essa manobra, segundo Antunes, não se trata de simples reorganização, mas de um movimento pensado para fortalecer as fileiras contra a governadora Raquel Lyra, distribuindo forças entre partidos como MDB, PSDB e PRD, com o objetivo de desequilibrar o tabuleiro político estadual. Para o parlamentar, o gesto é revelador da preocupação da oposição diante do crescimento da governadora no cenário político e da necessidade de antecipar o debate eleitoral.
Renato Antunes foi além e fez críticas contundentes ao prefeito da capital. Ele citou o exemplo da paralisação promovida pelos carroceiros que tomou as ruas do Recife no mesmo dia e questionou a prioridade do gestor. Na visão dele, ao invés de acompanhar de perto os problemas urbanos e sociais da cidade, João Campos estaria dedicando energia a manobras na Alepe, buscando fragilizar a chefe do Executivo estadual. O deputado classificou a postura como um retrocesso para Pernambuco, argumentando que o estado precisa de projetos de desenvolvimento e de fortalecimento de sua estrutura administrativa, mas encontra pela frente um grupo político preocupado apenas em manter influência e poder.
A fala do parlamentar acentuou ainda mais o clima de tensão entre governo e oposição no Legislativo. O cenário na Alepe tem sido marcado por disputas acirradas, sobretudo em torno da instalação da CPI, que se tornou um dos pontos mais sensíveis da atual legislatura. Para Renato, a interferência direta do prefeito recifense nas negociações e articulações é prova de que o PSB não abre mão de se posicionar como ator central no jogo político estadual, ainda que para isso precise abrir mão de sua coesão interna. Ao expor esse bastidor, o deputado busca evidenciar que as movimentações não são espontâneas, mas resultado de um plano bem definido que tem em João Campos seu principal mentor, reforçando a ideia de que, mesmo à frente da prefeitura do Recife, o socialista expande sua influência para além das fronteiras municipais e atua de forma incisiva no xadrez político pernambucano.
NA ESTRADA, RAQUEL LYRA IGNORA TRAMAS POLÍTICAS E MANTÉM FOCO NAS ENTREGAS AO POVO
Enquanto a Assembleia Legislativa de Pernambuco vive dias de turbulência com manobras políticas e tentativas de enfraquecer sua gestão, a governadora Raquel Lyra segue em ritmo intenso de visitas pelo interior do estado. Ontem, a chefe do Executivo esteve em dois municípios da Zona da Mata Norte, Vicência e Carpina, onde anunciou um pacote de investimentos que soma R$ 109 milhões, destinados a obras de infraestrutura, saúde e educação. A presença de Raquel nas cidades foi marcada por agendas de escuta com lideranças comunitárias e encontros diretos com a população, prática que ela tem adotado como marca de seu governo desde o início do mandato. Em Carpina, a governadora reforçou que os recursos contemplam ações para melhorar a mobilidade urbana, recuperar estradas e ampliar o acesso a serviços públicos essenciais. Já em Vicência, a prioridade anunciada foi a área de abastecimento de água e saneamento, setores considerados estratégicos para o desenvolvimento da região. Mesmo com a forte movimentação na Alepe, onde deputados oposicionistas intensificam articulações contra sua gestão, Raquel Lyra mostra que escolheu um caminho diferente, preferindo estar nas ruas, nas comunidades e no contato direto com os cidadãos. Hoje, sua agenda a leva ao Agreste, mais precisamente a Belo Jardim, cidade onde ela tem raízes familiares e uma trajetória política consolidada. No município, será assinada a ordem de serviço para a construção de 144 novas moradias dentro do programa Morar Bem Pernambuco, ação integrada ao Minha Casa, Minha Vida. O projeto beneficiará famílias de baixa renda e faz parte da estratégia do governo de ampliar o acesso à habitação digna em diversas regiões do estado. Para a governadora, estar presente e olhar nos olhos da população é o que dá sentido à sua gestão, em contraponto às disputas políticas que se desenrolam na capital. Seu discurso tem sido o de que Pernambuco precisa de um governo que entrega obras, assina ordens de serviço e permanece lado a lado com as pessoas, sem se deixar abalar pelas tramas parlamentares. A rotina intensa de viagens ao interior reforça a imagem de uma gestora que prefere gastar energia ouvindo as demandas populares do que se deter nas intrigas políticas. Assim, Raquel Lyra se movimenta como quem escolhe o caminho das ruas, cercada de compromissos, anúncios de obras e escuta ativa, em um esforço de manter a sintonia entre governo e povo, mesmo diante das tempestades políticas que tentam soprar contra sua administração.
PUXADINHO DO PSB: MANOBRA NA ALEPE REFORÇA CERCO CONTRA RAQUEL LYRA
Esse reposicionamento tem como pano de fundo a CPI da Propaganda, criada a partir de uma ofensiva oposicionista contra a governadora Raquel Lyra. Com a saída coordenada dos deputados, a oposição conseguiu conquistar maioria no colegiado, garantindo cinco das nove cadeiras, o que significa o controle total da investigação, desde a presidência até a relatoria. Nos corredores da Alepe, o comentário recorrente é que os partidos escolhidos pelos dissidentes funcionam como anexos do PSB, reproduzindo o mesmo discurso e a mesma estratégia de enfrentamento.
O episódio não se resume a uma simples troca de siglas, mas simboliza um teste de fogo para a governadora, que tem procurado manter sua agenda de entregas e inaugurações em várias regiões do Estado. A movimentação da oposição, no entanto, revela o nível de radicalização, uma vez que desconsidera o calendário da Justiça Eleitoral e coloca em xeque até onde vai a flexibilidade das regras partidárias diante da pressão política.
Entre aliados de Raquel Lyra, cresce a leitura de que o PSB, mesmo perdendo três de seus nomes, manteve sua influência espalhada por outras legendas, criando uma rede de sustentação indireta que atua como um puxadinho político. A tática reforça o discurso oposicionista e sinaliza que a governadora terá pela frente não apenas embates parlamentares, mas uma verdadeira engrenagem partidária articulada para desgastar sua administração no dia a dia da Assembleia.
OPINIÃO - NÃO SE GOVERNA SEM POLÍTICA
EDUARDO DA FONTE REFORÇA COMPROMISSO COM A SAÚDE E O DESENVOLVIMENTO DO SERTÃO DO ARARIPE AO LADO DA DEPUTADA ROBERTA ARRAES, DA VEREADORA DRA. MARY MAGDALA E DA ENFERMEIRA LEONTINA DESMONTES
GOVERNO ESTADUAL PREPARA AÇÃO NA JUSTIÇA APÓS OPOSIÇÃO ASSUMIR MAIORIA NA CPI
A disputa pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar contratos do governo estadual em Pernambuco ganhou novos capítulos nesta semana. Com a oposição garantindo a maioria, a bancada governista avalia recorrer à Justiça para tentar reverter o resultado.
A líder do governo na Alepe, deputada Socorro Pimentel (UB), confirmou que a situação dentro do Legislativo é complicada para os governistas e que o caminho jurídico pode ser a saída. “A gente tem que buscar uma alternativa fora desse poder. Já vimos que dentro desse poder não vamos conseguir avançar em nada. Então a gente precisa avançar através da Justiça, sim. Mas isso é uma pauta que a gente ainda vai conversar”, declarou.
A CPI foi criada para investigar contratos e gastos do governo estadual, mas a maioria da oposição pode direcionar os trabalhos de forma independente, causando preocupação na bancada governista. Nos bastidores, parlamentares afirmam que reuniões internas estão sendo realizadas para decidir o melhor caminho legal.
Além da ação judicial, governistas estudam recursos à Mesa Diretora da Alepe, análise do regimento interno e precedentes que possam fundamentar sua contestação. A intenção é garantir que a representação do governo na comissão seja equilibrada, mesmo diante da supremacia numérica da oposição.
O clima político é de tensão e alerta: a CPI é vista como uma ferramenta que pode pressionar o governo e impactar a imagem da administração estadual. Por isso, cada movimento é cuidadosamente planejado, tanto dentro do Parlamento quanto fora dele.
Enquanto isso, a oposição mantém postura firme e reforça que conduzirá a CPI de maneira independente, defendendo fiscalização e transparência sobre contratos públicos. A polarização política na Alepe aumenta à medida que se aproximam decisões estratégicas sobre comissões e investigações.
Socorro Pimentel reforçou que a bancada governista continuará acompanhando de perto todas as ações da CPI e que qualquer tentativa de direcionamento será contestada, seja no Legislativo ou no Judiciário.
O embate evidencia a importância das comissões parlamentares no controle político do Estado e mostra que a disputa por influência dentro da Alepe está longe de se encerrar. Governistas e opositores agora medem forças em um terreno que combina política, estratégia e, possivelmente, decisões judiciais.